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sexta-feira, 25 de março de 2022

A última fatia do bolo




Dia desses, aproveitando que todos os netos estavam aqui em casa, Vovó Bia segeriu fazerem um bolo para a merenda da tarde. Então Mamãe Sal chamou Laura para a cozinha e em poucos instantes a massa ficou pronta para ir ao forno.
 
Eu estava em meu quarto tentando ver um jogo de futebol enquanto lutava contra o sono. Quando ouvi a pergunta de Bia, se eu também queria provar do bolo, respondi que não, em virtude da quantidade de pessoas na sala.

Acabado o jogo, fui ver a algazarra dos petizes e descobri que havia sobrado uma fatia do mais gostoso bolo de chocolate desta semana e comecei a envolvê-la toda.

Nisso, Ulisses vem do escritório, onde brincava com Pedro, e ao me ver comendo a última fatia começa a chorar, argumentando querer mais.

Sua mãe, Ananda, ralhou com ele:
- Você comeu três fatias!

Mas meu netinho não se deu por achado e berrou:
- Eu ainda estava gostando!

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

(off) Coisas de crianças

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Quando lembramos a Ulisses que ele só tem dois anos, meu netinho responde:
- Mas "vai" fazer três anos!
Digo isso, desde logo, para mostrar que ele, apesar de inteligência vivaz, ainda está na primeira infância e certas manifestações suas são pura criancice que nos fazem gargalhar. Foi o que aconteceu hoje, quando voltávamos para casa após o almoço e me ocorreu recordar um episódio da infância de Caio e Ananda. Minha terceira filhinha já contava quase dois anos de idade e, ao contrário de Ulisses, praticamente não falava, o que fez minha esposa recorrer ao filho super falante:
- Caio, ensine sua irmã a falar.
O menino, contudo, saiu-se com esta:
- Mas, mãe, ela é burra!
Ouvindo outra vez a história, Mamãe Ananda interrogou seu filho:
- Ulisses, você acha que sua mãe é burra?
Claro, o menininho negou, mas Caio, presente, fez a provocação cuja resposta nos levou às gargalhadas:
- E o que sua mãe é?
- Mulher!

domingo, 29 de outubro de 2017

(off) Ulissiana

A imagem pode conter: 1 pessoa, criança

Meu terceiro netinho é um tanto circunspecto, na dele, embora saiba sorrir e até gargalhar gostosamente, como quando lhe faço cócegas ou sua verve humorística é despertada para algo inusitado. Digo isso tudo porque num dia desses notei que ele não se incomodou nem um tantinho quando, todos sentados no sofá, abracei sua mãe, Ananda, e, querendo provocá-lo, disse que ela era meu amorzinho. Ele olhou assim e nada disse, preferindo continuar prestando atenção no desenho animado da TV. Foi então que Nandinha entrou na brincadeira e perguntou ao menino:
- Eu sou o amorzinho de quem?
E meu neto nem pestanejou para responder:
- Ulisses!
Não satisfeita, Ananda voltou à carga:
- E quem é o amorzinho do Vovô?
O menino, que se sente mesmo o centro de todas as atenções aqui em casa, não se perturbou e disse:
- Ulisses!

terça-feira, 28 de junho de 2016

(off) Pelo telefone

Eu ainda estava na cama, nesta manhã, tentando novamente conciliar o sono, quando o telefone tocou e Beatriz veio atendê-lo. Com as antenas ligadas, notei o contentamento da esposa ao ouvir o que lhe diziam do outro lado da linha e por fim exclamando: "Que lindo!". Em seguida ela quis que eu também participasse dessa alegria e trouxe o fone até mim. Era minha filha Ananda quem ligava para nos transmitir uma notícia auspiciosa: Ulisses pronunciou sua primeira palavra, que pude ouvir bem explicadinha. Ele não falou "papai"; ele não falou "mamãe", nem mesmo "vovô" ou "vovó". Instado pela felicíssima mamãe, meu netinho falou alto e claro para que eu ouvisse o mesmo que ele havia dito à avó:
- Ananda!
Falou o nome da própria mãe, que para ele deve ter um significado especial, porque em sânscrito significa "felicidade".
Agora é esperar pelos próximos vocábulos...

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Outra vez em off


Amor é algo com que sempre presenteei os filhos e, agora, com o neto não haveria de ser diferente.
Quando Ananda, hoje madrinha de Pedrinho, era pouco mais que um bebê, eu costumava entretê-la cantando canções de ninar até que ela dormisse. Nesses momentos, depositando-a no berço, eu perguntava: "Ama papai?", ao que ela, do alto de sua meiguice infantil, respondia: "Ama."
Pedrinho ainda não fala, nem balbucia nada inteligível (para nós), mas entende muito bem a força de sentimento e por duas vezes deu provas concretas disso.
A mais recente foi quando, há dois dias, ele dormia, com a Dinda ao lado, e lhe fiz uma proposta, mais ou menos nos termos daquela mantida com Ananda, há mais de 20 anos. Comecei perguntando "ama vovô?" Como era mesmo demais esperar por uma resposta visual ou verbal, completei o enunciado com estas palavras: "Se ama, dê um sorriso; se não, continue sério." E continuou sério, em seu sono profundo. Então comentei: "Ah, então não ama!" Nisso, seus lábios se contorcem significativamente num sorriso, gesto que se repetiria logo em seguida, para espanto de Ananda: "Por que só você consegue essas coisas?" Mas ela sabe a resposta!