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sábado, 29 de outubro de 2022

Campanha política



- Vovô, por que mamãe vai votar na candidata Fulana? - quis saber meu neto Ulisses, citando o nome de uma postulante baiana ao Senado Federal enquanto eu o ajudava a lavar as mãos antes de nos sentarmos à mesa para o almoço.
- Porque é uma candidata feminista que tem boas propostas para as mulheres - disse eu e Ulisses quis saber que propostas eram. Não me fiz de rogado e recordei a pauta feminista:
- Igualdade de direitos, respeito à condição feminina e tolerância.
- E o que é tolerância - meu netinho voltou à carga, mas antes que eu completasse minha frase, informando se tratar do respeito às diferenças, o menino escapuliu e fui encontrá-lo sentado em frente ao um prato vazio, esperando que o servisse...

sábado, 3 de setembro de 2022

Perplexidade




Ontem, tendo que acompanhar Pedro numa consulta, Mamãe Sal deixou Laura e Ulisses aqui em casa e ambos tinham a incumbência de cumprir os respectivos deveres escolares. Laura tratou logo de se desincumbir de suas tarefas para ocupar-se com um joguinho online com uma coleguinha e então sugeri a Ulisses que fizesse o mesmo, antes que chegasse a hora da merenda.

Meu neto mais novo não se fez de rogado e tirou seus livros e o estojo de lápis da mochila e pôs mãos à obra, ocupando a mesinha de centro.

Menos de uma hora depois, vejo-o guardando o material e peço para ver o que ele havia feito. Abrindo o diário escolar, ele me diz onde devo fazer a supervisão, nos livros de Português e de Ciências, além do de Reforço. Confiro as tarefas, reclamo da caligrafia, ordeno que ele corrija um termo e até me surpreendo com o que me pareceu um erro num dos livros. Comento isso e Ulisses me diz que está daquela maneira no livro da professora.
 
Com os olhos fixos nos exercícios, continuo falando e sugiro ao menino que diga à professora dele que aquilo que observei estava errado. Quando levanto os olhos, vejo Ulisses com um ar perplexo olhando para mim, como se pensasse "quem ele pensa que é para dizer que minha professora e o livro dela estão errados?"

domingo, 14 de agosto de 2022

Vamos de ônibus!

 


Esta eu preciso narrar. Aqui em casa já se tornou proverbial a preferência de Ulisses pelos ônibus. A todo instante ele pergunta, a quem estiver por perto, mesmo em tom de gracejo:
- Vamos passear de ônibus?
Pois bem. Hoje ele foi com Mamãe Ananda e com Vovó Bia à festinha de aniversário do primo Miguel. Lá, meu neto entrou na fila da pintura que a animadora fazia nas mãos e face dos petizes presentes. Chegada a vez de Ulisses, a simpática pintora perguntou que imagem ele queria ter em seu pulso e o menino não tergiversou:
- Um ônibus verde da Integra (*)!

***

(*) Integra é uma empresa de transporte coletivo de Salvador (BA).

sábado, 9 de julho de 2022

Organização


Para suprir suas necessidades de costureira - ela prefere se dizer "artesã" -, Vovó Bia se mune (ela é uma Muniz, pois não?) de tudo que deve garantir sua atividade: linhas e agulhas, alfinetes e panos, fitas e demais aviamentos.
Nesta tarde, Ulisses, vendo a imensa caixa plástica onde sua avó guarda os coloridos tubos de linha, propõe-se brincar (era o que pensávamos) com eles.
Saindo do quarto, Vovó Bia observa a agitação do menino e comenta:
- Olhe! Depois deixe minhas linhas guardadas!
Ulisses não se importa com o que me pareceu uma reclamação e dispara, para minha gargalhada:
- Eu estou organizando por cores. Depois você me agradece!

sexta-feira, 10 de junho de 2022

Artes de passarinhos



Vovó Bia fez recentemente um procedimento cirúrgico nos olhos e quando voltou para casa, depois de horas no hospital, as crianças correram para ela, a fim de demonstrar carinho, menos Ulisses, que acusou medo daqueles estranhos olhos rasgados e costurados. Claro que a Vovó não gostou nada, nada da reação de nosso terceiro neto.
Pois bem; hoje o menino não teve aula e, como seus pais trabalham, ele veio ficar conosco até ir para a festinha junina promovida pela escola.
Entretido na leitura - pasmem! - de um exemplar do Almanaque Abril de 2015 - ano de seu nascimento -, Ulisses ouvia sua Avó reclamar da petulância dos passarinhos que, vindo tomar a água açucarada do bebedouro pendurado na janela, por vezes se assustavam com nossa presença na sala e fugiam. Assim, ele comentou, para minha gargalhada, justificando a atitude dos pássaros:
- Devem ser seus olhos!

sexta-feira, 25 de março de 2022

A última fatia do bolo




Dia desses, aproveitando que todos os netos estavam aqui em casa, Vovó Bia segeriu fazerem um bolo para a merenda da tarde. Então Mamãe Sal chamou Laura para a cozinha e em poucos instantes a massa ficou pronta para ir ao forno.
 
Eu estava em meu quarto tentando ver um jogo de futebol enquanto lutava contra o sono. Quando ouvi a pergunta de Bia, se eu também queria provar do bolo, respondi que não, em virtude da quantidade de pessoas na sala.

Acabado o jogo, fui ver a algazarra dos petizes e descobri que havia sobrado uma fatia do mais gostoso bolo de chocolate desta semana e comecei a envolvê-la toda.

Nisso, Ulisses vem do escritório, onde brincava com Pedro, e ao me ver comendo a última fatia começa a chorar, argumentando querer mais.

Sua mãe, Ananda, ralhou com ele:
- Você comeu três fatias!

Mas meu netinho não se deu por achado e berrou:
- Eu ainda estava gostando!

Poema do Tio/Dindo Caio

MEUS TRÊS TESOURINHOS

Pedro é o mais velho, primeiro em tudo
nosso xodó dançarino e caladão
que mudou o nosso mundo,
enchendo-o de mais emoção
Laura é a princesa e guerreira,
que custe o que custar
sabe que veio pra pra contestar
e pra adoçar a brincadeira
Ulisses é o caçulinha,
guloso e fanfarrão
louco por música,
por leitura e diversão
Esses três pedacinhos de amor
são o tesouro da Família Muniz
que, seja da forma que for,
sabem fazer a gente feliz!

Caio Muniz, 25 de março de 2021
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Foto: A gente em exatos três anos atrás na casa dos avós deles (ou melhor, meus pais), 25 de março de 2019.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

(off) Três vezes Ulisses


Nove meses antes de três anos atrás, isto é, quando sua vinda ao mundo fora anunciada, Ulisses, que ainda não tinha, mas tinha esse nome, logo pôs no lugar, em seu lugar, os sentimentos de avós, pais e tios - e primos, por que não? Sim, ele veio para reafirmar, reforçar os laços de afeto e agora não há que não diga, não demonstre um tiquinho assim de amor por essa criaturinha que nasceu sob o signo da superação, da simpatia, do amor que não cede à indiferença. Nosso/meu pequeno grande herói chegou chegando, como dizem os que querem enfatizar a chegada em grande estilo. Preocupou, sim, no início, mas tudo era um teste para os corações disposto ao exercício da entrega, da confiança do Poder Supremo, que Deus está sempre na frente. Hoje, neste 11 de junho, a gente mais uma vez se rende ante seu carisma natural e só pede a Deus, a Zeus e quem mais puder que o façam crescer assim, cercado de amor, dando e recebendo o que é seu por direito. Viva Ulisses!
Hoje, na volta da escola, eu perguntei a ele se as pessoas de lá se lembraram de sua data natalícia e a resposta foi um lacônico "sim". Insisti, querendo saber professores e colegas o cumprimentaram e novamente veio o solitário "sim". Voltei á carga e indaguei sobre quantas pessoas fizeram isso e então meu neto se abriu mais um pouco:
- Muitas pessoas!
Chegando à casa da Tia Sal, esta o recebeu com um afetuoso abraço, recordando o natalício, e ele gentilmente declinou um "obrigado!". Aproveitei e, para testar a acuidade mental do menino, perguntei-lhe quantas vezes ele já repetiu aniversário, ao que ele abriu um sorriso, mostrou os dedinhos e exclamou:
- Três!

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

(off) Auxilio luxuoso

A imagem pode conter: 1 pessoa, criança, sapatos e atividades ao ar livre

Quando os meninos estão aqui em casa, geralmente a Vovó Bia dá um jeito de fazer com que eles colaborem nas tarefas domésticas. Hoje, essa sugestão envolveu até mesmo o pequeno Ulisses. Enquanto os mais velhos foram atender a avó, meu garotinho veio até mim que lavava os utensílios do café da manhã e perguntou:
- Vovô, você quer ajuda?
Consenti e pedi que ele tirasse um pano de prato da gaveta. Em seguida, dei-lhe um copo plástico para que o enxugasse. Contente, o menino correu para a sala e em poucos instantes estava de volta, proclamando a realização da tarefa:
- Vovô, já enxuguei, agora você lava! - e jogou o copo na pia.

(off) Paciência

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Nesta quinta-feira, de manhã bem cedo, vamos todos levar Ulisses para seu primeiro dia na escola. Tanto quanto ele, estamos exultantes, mas agora eu me pergunto sobre o que meu neto vai fazer lá, uma vez que hoje ele deu provas de ser muito inteligente. Antes do almoço, ele veio até meu escritório e vendo-me sentado ao computador pediu colo. Eu jogava uma partida de paciência e o menino prestava atenção na imagem na tela até que me indagou, manifestando uma dúvida que não observei em nenhum dos dois primos:
- Cadê o um?

(off) Oração na subida

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Ulisses, com seus pais e avós paternos, mais a Vovó Bia, passou o Carnaval em Andaraí, cidade incrustada na Chapada Diamantina. Além das trilhas e passeios por grutas e cachoeiras, essa turma também fez a escalada do morro do Pai Inácio, importante ponto turístico da região. Contou-me a Mamãe Ananda, na visita que nos fez nesta quarta feira de cinzas, que o menino, ao ouvir falarem no nome da curiosa montanha, chamou a atenção da genitora para o aprendizado religioso, provocando gargalhadas:
- É assim, mamãe: Pai Inácio que está no céu...

(off) Primeiro dia

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Acordamos cedo para o compromisso divertido de levar Ulisses à escola - só Tia Sal e os primos, Pedro e Laura, não foram junto, porque somente voltarão de Praia do Forte no domingo; os avós Lea e Gustavo, por morarem longe, também não puderam integrar nossa pequena caravana. Mas foi lindo observar o entusiasmo do garoto, que foi o primeiro a entrar na escola logo após o portão ser aberto. Ao chegar, ele conheceu sua professora Leda, e passou a brincar com os novos amiguinhos, ocupando-se principalmente com as bolas de futebol encontradas. Chamou a atenção de todos pela alegria e desenvoltura, mas ele passou esses dias todos treinando para esse momento. Estimulado pelos pais, meu netinho repetia este quase mantra, explicando como seria sua chegada à escola:
- Eu vou fazer toc-toc e vão perguntar "quem é?" e eu digo "é Ulisses!"; e falam "entre, Ulisses, fique à vontade".
E ficou!

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

(off) Sonho, cortes e gargalhadas


Num desses dias sonhei que carregava dois bebês que ainda usavam fraldas e no trajeto me desfazia dos dois, um por vez. Hoje é que observei o significado desse sonho, ao ser convocado por Mamãe Sal para cuidar de Ulisses e Lis enquanto ela levava Pedro e Laura ao pediatra. Como vocês sabem, ao ler estes relatos, eu me divirto muito com a graça de meus netos e hoje, na companhia desses dois bebês, não foi diferente. Minha função consistia em velar o sono de Lis e Ulisses, que só despertaram da sesta habitual lá pelas 15h30. Eu já havia gastado a bateria do celular e passado pela leitura do livro que atualmente prende minha atenção e naturalmente adormeci no sofá da casa de minha filha, só acordando quando ouvi um ruído ao meu lado. Era Ulisses que, desperto, começa a brincar com seu robozinho colorido. Perguntei-lhe por Lis e soube que a menina, um verdadeiro anjinho, também havia despertado mas mantinha-se na cama esperando quem a tirasse de lá. Dei-lhes a merenda e falei para Ulisses que viríamos todos para minha casa, para principalmente cortar as unhas das mãos dele. Foi nesse momento que meu neto me fez gargalhar, me dizendo que eu deveria fazer com sua amiguinha:
- Lis também! Vai cortar a mão de Lis, o pé de Lis...
Rindo, disse a ele que não faria nada disso e pusemo-nos os três em marcha.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

(off) Coisas de crianças

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Quando lembramos a Ulisses que ele só tem dois anos, meu netinho responde:
- Mas "vai" fazer três anos!
Digo isso, desde logo, para mostrar que ele, apesar de inteligência vivaz, ainda está na primeira infância e certas manifestações suas são pura criancice que nos fazem gargalhar. Foi o que aconteceu hoje, quando voltávamos para casa após o almoço e me ocorreu recordar um episódio da infância de Caio e Ananda. Minha terceira filhinha já contava quase dois anos de idade e, ao contrário de Ulisses, praticamente não falava, o que fez minha esposa recorrer ao filho super falante:
- Caio, ensine sua irmã a falar.
O menino, contudo, saiu-se com esta:
- Mas, mãe, ela é burra!
Ouvindo outra vez a história, Mamãe Ananda interrogou seu filho:
- Ulisses, você acha que sua mãe é burra?
Claro, o menininho negou, mas Caio, presente, fez a provocação cuja resposta nos levou às gargalhadas:
- E o que sua mãe é?
- Mulher!

sábado, 13 de janeiro de 2018

(off) Quem pergunta quer saber


O pequeno Ulisses, meu terceiro netinho, costuma chegar aqui em casa como se fosse o dono e já despachando a Mamãe Ananda, pronta para ir para o trabalho. Quando está mais inspirado, o garoto vem perguntar:
- Você está bem? - mas antes que alguém responda alguma coisa ele dispara: - Eu estou bem também!
E rimos.
Há dois dias, voltando da mercearia com as laranjas para seu suco matinal, meu menino cansou e pediu colo. Esqueci o peso das frutas e tomei-o nos braços e assim desci a ladeira, aproveitando para conversar com ele. Eu deveria ter escolhido outro tipo de assunto, mas inventei de fazer uma pergunta cuja resposta só me fez gargalhar:
- Ulisses, o que você é para o vovô?
Claro que eu esperava que ele dissesse "neto", mas desconfio que ele não conhece essa palavra ainda, de modo que respondeu assim:
- Um pão e um biscoito!
Depois dizem que eu é que sou gaiato...

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

(off) Vida escolar

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Em fevereiro, logo após o Carnaval, Ulisses fará sua estreia no ambiente escolar e ninguém pode dizer que nosso menininho não está expectante, embora só fale disso ao ser questionado. Hoje, por exemplo, logo cedo, ao chegar aqui, a bordo dos braços amigos de minha filha Ananda, meu neto, ante a pergunta materna sobre quem iria levá-lo à escola, respondeu com um sonoro "Mamãe!" Mas assim que Ananda saiu, em demanda do trabalho, junto com o Papai Gabriel, foi minha vez de oferecer toda minha colaboração a esse garoto que só nos enche de alegria, tanto quanto Pedro e Laura, que também fazem suas aulas pela manhã e assim esse período do dia será não só tranquilo como muito silencioso aqui em casa. Voltando a Ulisses, enquanto subia as escadas eu dizia a ele que eu também iria levá-lo à escola - e ele ria; afirmei também que a Vovó Bia e a Tia Sal, bem como seu pai o levariam à escola - e ele ria. Por fim, eu garanti que todo mundo iria com ele à escola e meu neto, rindo ainda, perguntou:
- Todo mundo vai levar Ulisses na escola?
Reafirmei e ele, sem desfazer o sorriso, então exclamou:
- Que bom!

sábado, 23 de dezembro de 2017

(off) Beleza uniformizada

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Ulisses herdou o uniforme infantil do E. C. Vitória que comprei para Pedrinho. Veio a calhar, pois meu terceiro neto precisará de uma "fantasia" quando começar suas "aulas" na escolinha, no próximo ano. Assim, para ver se a roupa cabia efetivamente no menino, Mamãe Ananda fê-lo experimentar o "glorioso manto", fez uma foto e pediu a opinião deste avô coruja, perguntando como se fosse Ulisses:
- Fiquei lindo, Vovô?
Minha resposta não se fez esperar:
- Todo rubro-negro é lindo, principalmente se tem meno de três anos.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

(off) E agora?



Quando voltamos, Vovó Bia e eu, do passeio à farmácia e ao mercadinho, com Ulisses, ao chegarmos à casa da Tia Sal nosso menininho avistou Lis, a filhinha de uma amiga que tem ficado com minha filha enquanto a mãe vai trabalhar, ficou contentíssimo e lá foi ele fazer companhia festiva à amiguinha. De minha parte, comprometi-me a fazer o suco de laranja de praxe, agora em dose dupla, e fui levar os respectivos copos. Ulisses correu para pegar o dele, mas Lis só se dispôs a tomar a bebida com a interferência de Sal. Tia Sani, a vizinha de minha filha babá, estava ao lado e por isso futuquei meu neto:
- Ulisses, ofereça suco a tia Dani.
A contragosto, o garoto tirou a boca do canudinho e perguntou:
- Quer suco, tia Dani?
A vizinha, brincando, disse que sim e isso desconcertou Ulisses, que em nenhum momento pensou em dividir o conteúdo de seu copo. Depois de ponderar um pouco sobre o problema, ele me saiu com esta indagação, causando gargalhada geral:
- E agora?

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

(off) No céu


Ulisses, meu neto mais novo, tem só dois anos e meio, não fala ainda como "gente grande", apesar do vocabulário bem desenvolvido, mas é dono de umas ideias das mais interessantes. Ontem, para garantir que ele tirasse uma sonequinha após o almoço - a contragosto, o menino dormiu durante mais de duas horas! -, Tia Sal prometeu-lhe levar para brincar na cama elástica que os vizinhos do prédio ao lado haviam armado na área de estacionamento na rua. Eu havia prometido recambiar Ulisses às 15 horas, mas este avô também teve que repor energia pelo sono e só fui à casa de Sal às 16h, para acordar meu garotinho. E não é que as primeiras palavras que ele pronunciou ao despertar foram "Ulisses vai para a cama elástica" - que só entendemos depois de matutar um pouco no dialeto próprio dele. Então pus meu neto no colo e voltei para casa, e reparamos os meninos grandes saltitando no pula-pula, e assim ouço-o comentar:
- Ulisses vai pular no pula-pula. Ulisses vai no céu!

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

(off) Lição

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Na manhã de ontem levei Ulisses para brincar na pracinha do condomínio, pretextando que ele precisava tomar sol. Meu netinho havia chegado aqui em casa bastante feliz porque tinha aprendido a "fazer metrô" e queria mostrar sua nova habilidade aos avós e aos primos, além da Tia Sal. O tal "metrô" ele faz juntando em fila os bloquinhos de construção que a Mamãe Ananda lhe presenteou e assim fomos à pracinha para que este avô aplaudisse sua arte e engenharia. Enquanto brincávamos solitariamente, eis que chega uma avó com o respectivo neto, que depois eu saberia chamar-se Miguel, que esticou os olhos para a brincadeira de Ulisses e quis participar também. Meu neto, contudo, a exemplo de toda criança espiritual, mostrou as armas do ego e barrou as pretensões do novo amiguinho com um sonoro "não, é meu!". Em resposta, Miguel foi chorar junto à avó e nesse momento o avô assumiu a toga e foi educar o pimpolho, exigindo que Ulisses pedisse desculpas ao outro e dividisse parte dos bloquinhos. Para meu espanto, meu neto abraçou Miguel, dizendo "desculpe", e daí em diante os dois já eram os melhores amigos desta vida. Pois é, o Cristo está certo: "Deixai vir a mim as criancinhas, não as impeçais, porque o Reino dos Céus é para aqueles que se lhes assemelharem".