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segunda-feira, 5 de abril de 2010

(off) De volta pra casa...



Já eram 10 e meia da noite quando nossa "turminha miúda" (um dia conto aqui a razão desse termo) retornou, depois de uma cansativa viagem desde Feira de Santana, enfrentando um longo engarrafamento na estrada. E a volta foi levemente diferente da ida, agora com a companhia da Dinda Nanda e da vovó Dione, no carro do pai. Os avós Chico e Bia ficaram em casa, ansiosos.
Vou me eximir de falar de Laura, que ainda pequenina não demonstra a expansividade que se vê em Pedro, sobre quem vale registrar o comportamento desses quase três dias em Feira de Santana, na casa da Bisa Margarida e na de vovó Mara (avós não faltam para eles, assim como tios).
Na sexta-feira, com o calor que fazia na cidade, resolveram deixá-lo só de fraldas, mas logo Pedro manifestava o hábito de desprender o adesivo e ficar nu. Deixamo-lo sem roupas, pois, e ele adorou. A casa de minha mãe é grande e tem uma varanda em "L" que termina na área de serviço e vai até o pátio dos fundos. Então ele corria todo o espaço livre, invadia quartos e outros cômodos, pelo simples prazer de se movimentar, uma vez que nosso apartamento em Salvador não lhe permite essa liberdade.
Em casa de vovó Mara não foi diferente. É outra casa grande, como muitas em Feira de Santana, e Pedrinho é o novo reizinho de lá. Já em Salvador, no sábado soubemos que Mara o deixara brincar na chuva, experiência que ele curtiu bastante.
Feliz. Foi como ele chegou na noite de ontem, nos braços do pai, junto da mãe que transportava uma sonolenta Laurinha. PAra nos deixar novamente felizes.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Simpatia


Desde os tempos de minha bisavó tem sido assim: quando uma criança bebê está com soluço, se sacudindo por causa da pressão no diafragma, manda a "sabedoria" popular colocar algo vermmelho - geralmente uns fiapos de linha ou um pedacinho de pano - no centro da testa e logo o soluço passa. Não sei qual é o motivo, mas a simpatia funciona! Foi assim comigo e agora é com Laurinha, minha irmã. Meu Vô Chico, que não é supersticioso, diz que isso não tem nada a ver, mas ele prefere que a gente não esteja soluçando e deixa que as mulheres daqui de casa continuem "simpatizando"...

***

Ah, esse vestidinho branco com detalhes em vermelho que minha irmãzinha usou na noite de Natal foi originalmente de minha Mamãe!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

(Off) Dedinhos


Pedro aprendeu a cruzar os dedos e volta e meia o surpreendemos assim, com o anelar sobre o mindinho da mão direita, coisa que eu, o avô mais bobo do mundo, tento e não consigo fazer. É fácil com os dedos da mão esquerda, mas com os da direita, só ele mesmo...

Outra coisa que ele faz com os dedos é me cutucar. Fico com ele na cama assistindo ao vídeo do Cocoricó e ele começa a se movimentar, andando de um lado para outro até chegar à janela. Aprendeu a subir na cabeceira para se agarrar na tela e ficar se balançando. Eu, na minha, ocupado com um joguinho de sudoku, fingindo que não estou prestando atenção nele... Então, o garoto para de se balançar, olha pra mim e, vendo que não lhe dou bola, dá um tapinha em meu ombro e abre aquele sorriso quando me viro pra ele...

E de tanto a gente tentar ensiná-lo sobre a localização de alguns órgãos seus, ele descobriu não o nariz, mas as narinas e vive enfiando o dedo indicador lá dentro...

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Gás



Hoje eu dei o maior cansaço em meu Vô Chico. Pra felicidade dele, eu dormi duas vezes enquanto ele cuidava de mim. Mas no intervalo entre um soninho e outro, eu pintei e bordei mesmo! Meu Vô diz que eu sou um autêntico menino e morre de rir comigo, às vezes chega a gargalhar com minhas artes, como a de hoje à tarde. Ele preparava meu banho e enquanto enchia a banheira, me segurando no colo, eu punha minha mão sob a torneira e ele reclamava, pedindo que eu não fizesse isso, mas toda hora eu fazia e não deixei que ele terminasse essa tarefa, porque na segunda vez que ele enchia a vasilha com água para a banheira, eu enfiei logo as duas mãos, provocando um riso desenfreado em meu Vô.
Minutos antes de cuidar de meu banho, ele brincava comigo no sofá, enquanto eu me ocupava com o controle remoto da TV. Eu sou um garoto da era tecnológica e já tenho familiaridade com esses aparelhos, mas não sei nada de técnica e acho que foi por isso que meu Vô riu muito comigo nessa hora, porque eu apontei o controle remoto ´para a TV pelo lado contrário e falei "tuc" - e nada aconteceu!

sábado, 22 de agosto de 2009

Pluft!

Se peraltices infantis merecessem diploma, eu já teria ganho o meu hoje, por algo excepcional que fiz: joguei o telefone celular de meu Papai num balde cheio d´água! Pra vocês terem uma idéia do estrago, minha Mamãe comprou um aparelho novo pro Papai, mas até agora ninguém falou em diploma... acho que nem minha Vó Bia pensa nisso, porque ontem eu voltei a derramar sal no chão da cozinha da casa dela...

Ah, vejam que maravilha! Ontem à tarde nós fomos ver meu Tio Caio representar no teatro. Ele está no papel de Pluft, o fantasminha. Minha turma me levou até o teatro, que tem um gramado legal na frente, onde meu Vô Chico ficou me msotrando umas árvores enooooormes! Parece que chegamos muito cedo, porque demoramos pra entrar e lá dentro eu chorei quando ficou tudo escuro. Aí começou a peça, apareceram umas pessoas esquisitas com roupas estranhas e nem mesmo meu Tio Caio eu reconheci, tão diferente que ele estava. Mas não demorou muito e eu dormi e só acordei quando todo mundo já estava saindo do teatro. Lá fora Tio Caio saiu pra cumprimentar a gente e eu não falei com ele porque não ele estava todo fantasiado e só reconheci a voz dele. Mas será que era ele mesmo?

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Meus dedinhos


Na sala de minha Vó Bia tem um móvel onde fica a TV que tem uma gaveta bem legal. Eu já aprendi a abrir essa gaveta, mas o pessoal sempre me chama a atenção por isso, dizendo que eu não posso fazer essas coisas. Mas mesmo assim eu faço e descobri por que eles reclamam: é que, assim como eu consigo abrir a gaveta, eu quero fechá-la também, só que não aprendi a tirar minha mão e meus dedinhos toda vez ficam presos, e dói muito. E eu choro.
Hoje aconteceu de novo. Eu estava sozinho com meu Vô Chico e aproveitei que ele estava na cozinha e abri a gaveta. Na hora de fechar, olha meus dedinhos presos outra vez! Aí eu chamei meu Vô, chorando alto, e ele demorou!
Depois que ele me atendeu e me socorreu, voltou para a cozinha (ele estava preparando minha mamadeira!). Então, de mansinho, fui novamente à gaveta e abri aquele brinquedo proibido. Quando ouvi os passos de meu Vô voltando, corri para o sofá, pra ele não brigar comigo...

domingo, 16 de agosto de 2009

Artes


A julgar por alguns comentários que ouço aqui em casa, meu pessoal nem sempre gosta do que eu faço. Exceto meu Vô Chico, que dá risada de minhas peraltices, todo mundo vê meu comportamento com algumas ressalvas.
Olha só: minha Vó Bia diz que sou preguiçoso só porque não sei segurar ainda minha mamadeira na hora de tomar mingau ou beber água. Mas tem tantas mãos pra me ajudar nessa hora... além do mais, ninguém me ensinou convenientemente a fazer esse exercício...
Minha Dinda diz que sou quebrador de óculos só porque toda hora tento tirar os dela, como faço também com meu Vô, que recentemente teve que trocar os dele porque ficaram tão moles (de tão velhinhos, coitados!) que praticamente se desmancharam. Tá certo, eu ajudei um pouquinho, mas é que penso que eles ficam mais aprensentáveis sem aquelas coisas no rosto...
Minha Vó também diz que sou um ajudante de cozinha muito chinfrim e me proibiu de andar além da sala, só porque uma das vezes que fui lá eu derramei o pote de sal no chão...
E minha Mamãe também reclama comigo quando o excedente do leite que bebo escapa, sem querer, de minha boca e mancha todo o vestido dela...
E meu Vô dá risada...
Será que minha irmãzinha também vai pensar essas coisas de mim?