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sábado, 29 de outubro de 2022

Poema






Ao estender o moletom laranja de Pedro no varal na manhã deste sábado (as roupas deles são lavadas aqui em casa), vi, num dos bolsos, um bolinho de papel e o recolhi. Abrindo-o cuidadosamente para não danificá-lo, observei algumas garatujas escritas nele e assim descobri o poema que deu a Pedrinho o segundo prêmio do concurso promovido pelo colégio onde ele estuda. Há três anos meu neto havia abiscoitado o primeiro lugar. 

O manuscrito, contudo, havia sido escrito a lápis e foi com alguma dificuldade que conseguir interpretar o texto de Pedro, que se revela um poeta bastante inspirado, preocupado com questões filosóficas, ação característica da fase adolescente que ele vive, fazendo-me recordar minha própria experiência. Eis o texto, ao mesmo tempo belo e triste:


Humanos?

Se alguém me perguntar,
Ser humano eu não sou
Sou apenas um ser vivo
Que pensa e suporta dor.

Se alguém me questionar,
Não pertenço à Humanidade
Esse grupo de seres
Sem noção da realidade.

Não importa o quanto perguntem,
Eu me vejo assim
Fora de uma sociedade
Mas 100% dentro de mim.

Volto a fazer um pedido simplório
Para ninguém se esquecer
Por favor, eu imploro
Eu apenas quero viver!

domingo, 22 de maio de 2022

Distrações




Meus netos adolescentes chegaram a uma fase da vida em que precisam frequentar as festinhas próprias de sua idade, com tudo o que a adolescência pode comportar, no campo das primeiras descobertas sentimentais.
Ontem foi a vez de Pedro, que voltou espantado com a riqueza da família de seu colega aniversariante: "O apartamento dele tinha dois andares e elevador!"
No dia anterior Laurinha havia se arrumado convenientemente para comparecer à festa de uma amiguinha. Na manhã de sábado, quando eu estive com ela, perguntei como tinha sido a experiência e ela, num tom de confidência, declarou:
- Vovô, temos 12 anos. Eu vi uns cinco beijos lá!

sexta-feira, 1 de julho de 2016

(off) Axilose?


Não é fácil adolescer e meu neto mais velho, o Sr. Pedro Lucas, está ansioso para chegar a essa fase da vida, apesar do que ele ainda não sabe mas já começa a perceber, aos sete para oito de seus anos entre nós. Sim, a pré-adolescência já se instala no corpo e na mente de nosso menino que aos poucos compreenderá as contradições desse processo de transição, quando quer tomar atitudes mais "maduras" e ainda tem comportamento infantil. Mas uma coisa é certa: os hormônios, nesse ínterim, parecem ganhar vida própria e Pedro é a vítima da vez. Logo após chegar da viagem feita com o Papai Alexandre, que o levou a Pernambuco, junto com Laurinha, meu neto procurou Mamãe Sal e apelou:
- Mamãe, eu preciso de muitos banhos, porque não estou aguentando o cheiro de minhas axilas!