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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

(off) Um sorriso e um dilema



Ontem de manhã, quando subi ao apartamento dos meninos pela segunda vez, ou Pedro acordava ou já estava acordado e me recebeu com o sorriso mais bonito do mundo. Não era a habitual risada, que esta tem som e ruído, mas era um sorriso silencioso e, justamente por isso, tinha toda a sonoridade do Universo - era um sinal de boas vindas.
Enquanto eu me deliciava com esse sorriso, Laura, que também acordara, sentou-se na cama e com um leve grunhido me pedia atenção. Carreguei-a e nesse momento me veio o dilema.
É que eu já havia levado a mamadeira de Pedro com a vitamina matinal e ela agora se encontrava vazia ao lado do travesseiro de Laura, fazendo-me pensar que poderia ter sido ela a voraz consumidora. E agora? A quem vou dar a mamadeira que trazia na mão?
Resolvi fazer o teste: mostrei a mamadeira a Laura e ela automaticamente deixou cair a chupeta e tomou toda a vitamina!
E Pedro continuou seu sorriso até que liguei a TV no canal do "yki" e desci com a Laura para o banho de sol...

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Paixão ao primeiro sorriso




Pronto. Eis que D. Laura também tem o dom de cativar o avô incauto (ou disposto à capitulação?) ao primeiro sorriso. Agora é assim: ao ouvir a voz melosa do Vovô, Laurinha se desmancha num sorriso enorme, abrindo bem a boquinha sem dentes, demonstrando um carinho só compatível ao que dispensa a Mamãe. O pessoal aqui em casa - Vó Bia e Dinda - fica surpreso com tal manifestação de minha irmã. Eu? Tenho que aceitar, né?

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

(Off) Dedinhos


Pedro aprendeu a cruzar os dedos e volta e meia o surpreendemos assim, com o anelar sobre o mindinho da mão direita, coisa que eu, o avô mais bobo do mundo, tento e não consigo fazer. É fácil com os dedos da mão esquerda, mas com os da direita, só ele mesmo...

Outra coisa que ele faz com os dedos é me cutucar. Fico com ele na cama assistindo ao vídeo do Cocoricó e ele começa a se movimentar, andando de um lado para outro até chegar à janela. Aprendeu a subir na cabeceira para se agarrar na tela e ficar se balançando. Eu, na minha, ocupado com um joguinho de sudoku, fingindo que não estou prestando atenção nele... Então, o garoto para de se balançar, olha pra mim e, vendo que não lhe dou bola, dá um tapinha em meu ombro e abre aquele sorriso quando me viro pra ele...

E de tanto a gente tentar ensiná-lo sobre a localização de alguns órgãos seus, ele descobriu não o nariz, mas as narinas e vive enfiando o dedo indicador lá dentro...

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Outra vez em off


Amor é algo com que sempre presenteei os filhos e, agora, com o neto não haveria de ser diferente.
Quando Ananda, hoje madrinha de Pedrinho, era pouco mais que um bebê, eu costumava entretê-la cantando canções de ninar até que ela dormisse. Nesses momentos, depositando-a no berço, eu perguntava: "Ama papai?", ao que ela, do alto de sua meiguice infantil, respondia: "Ama."
Pedrinho ainda não fala, nem balbucia nada inteligível (para nós), mas entende muito bem a força de sentimento e por duas vezes deu provas concretas disso.
A mais recente foi quando, há dois dias, ele dormia, com a Dinda ao lado, e lhe fiz uma proposta, mais ou menos nos termos daquela mantida com Ananda, há mais de 20 anos. Comecei perguntando "ama vovô?" Como era mesmo demais esperar por uma resposta visual ou verbal, completei o enunciado com estas palavras: "Se ama, dê um sorriso; se não, continue sério." E continuou sério, em seu sono profundo. Então comentei: "Ah, então não ama!" Nisso, seus lábios se contorcem significativamente num sorriso, gesto que se repetiria logo em seguida, para espanto de Ananda: "Por que só você consegue essas coisas?" Mas ela sabe a resposta!