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quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

(off) Sonho, cortes e gargalhadas


Num desses dias sonhei que carregava dois bebês que ainda usavam fraldas e no trajeto me desfazia dos dois, um por vez. Hoje é que observei o significado desse sonho, ao ser convocado por Mamãe Sal para cuidar de Ulisses e Lis enquanto ela levava Pedro e Laura ao pediatra. Como vocês sabem, ao ler estes relatos, eu me divirto muito com a graça de meus netos e hoje, na companhia desses dois bebês, não foi diferente. Minha função consistia em velar o sono de Lis e Ulisses, que só despertaram da sesta habitual lá pelas 15h30. Eu já havia gastado a bateria do celular e passado pela leitura do livro que atualmente prende minha atenção e naturalmente adormeci no sofá da casa de minha filha, só acordando quando ouvi um ruído ao meu lado. Era Ulisses que, desperto, começa a brincar com seu robozinho colorido. Perguntei-lhe por Lis e soube que a menina, um verdadeiro anjinho, também havia despertado mas mantinha-se na cama esperando quem a tirasse de lá. Dei-lhes a merenda e falei para Ulisses que viríamos todos para minha casa, para principalmente cortar as unhas das mãos dele. Foi nesse momento que meu neto me fez gargalhar, me dizendo que eu deveria fazer com sua amiguinha:
- Lis também! Vai cortar a mão de Lis, o pé de Lis...
Rindo, disse a ele que não faria nada disso e pusemo-nos os três em marcha.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

(off) Homenagem musical


Pedro foi a primeira pedrinha que veio rolar no leito do rio que é minha vida de avô. A ideia da pedra costurando as manifestações de carinho depositadas aqui foi inspirada no nome dele, afinal, Pedro é pedra, conforme o conceito explicitado por Jesus, o Cristo. E antes mesmo que Pedro chegasse, já eu me envolvia em projetos demarcatórios, como este blog e o livro de poemas que jamais se publicou - e os versos estão espalhados por aqui. Depois veio Laura, seixo lapidado pela correnteza que me encontrou um pouco mais preparado para a segunda experiência, até que finalmente Ulisses se apresentou, trazendo-me muito mais contentamento do que seria de esperar. Não são pedras iguais, absolutamente; como os minérios que enriquecem o solo do planeta, cada um dos três netinhos tem uma tonalidade, uma cor e um brilho todo especial e assim os três se destacam ante meus olhos e meu afeto, sem preferências. Todos os três vêm contribuir com o preciosismo próprio para meu burilamento, que as pedrinhas de rio para isso servem, e nessa tarefa também elas se aperfeiçoam, aformoseando-se aos olhos do Criador. Falo dos três porque são os que aqui se encontram, porquanto o ciclo, aparentemente, ainda não se fechou e nesse sentido ouço a filha mais nova, mãe de Ulisses, falar em providenciar um(a) irmã(o)zinho(a) para meu pequeno grande herói...

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

(off) Crítica de arte


Ontem à tarde, quando cheguei em casa, encontrei Pedro e Laura, que tinham almoçado aqui, a convite da Vovó Bia. Ananda, que se recupera de uma pequena cirurgia, também veio, com Gabriel - Ulisses encontrava-se em Stella Maris, com os avós Lea e Gustavo. Em certo momento, Laurinha, pretextando uma tarefa recebida na escola, pergunta a Kika quem é o pintor baiano que tem 105 anos e continua pintando. Por mais que pensássemos, não conseguimos atinar com a resposta, mas hoje a própria Laura trouxe a informação, dando conta de que ela se referia a Aldemir Martins, que não era baiano nem viveu um século entre nós, tendo sido contudo um grande mestre da pintura figurativa.
Mas ontem, enquanto queimávamos a mufa tentando entender o que minha neta queria, Pedrinho, com ares de grande entendido em artes plásticas, aproximou-se da irmã e questionou:
- Laura, como é essa pintura, é real, é surreal!?...
Gargalhei gostosamente.

terça-feira, 28 de junho de 2016

(off) Viajantes

E nem bem retornaram, ontem, da viagem feita com o Papai Alexandre, tendo passado o São João no interior de Pernambuco, eis que Pedro e Laura já estão na estrada de novo. Ao lado da Mamãe Sal e da Vovó Bia, os dois embarcaram no carro da vovó Lea, avó do priminho Ulisses, rumo a Itiruçu, na Chapada Diamantina. Este avô vai curtir mais uma semaninha de saudade. Mas para não deixar esta postagem sem um toque de graça, recordo que ontem mesmo Laurinha abriu a boca para dizer que tinha três dentes moles - e apontou-os:
- Este, este e este aqui.
Sorri e até propus retirá-los logo, mas a menina recusou, manifestando um comportamento no mínimo interessante: ela sorria ao contar a novidade e no final deixou escapar estra frase:
- Ai, eu estou muito animada!



quarta-feira, 23 de março de 2016

(off) Velho, eu?


Quando a nova novela da "Poderosa" ainda não havia estreado e a emissora veiculava as chamadas de "Velho Chico", Laurinha sentiu a comichão da dúvida instalar-se entre suas orelhas e por isso me indagou:
- Vovô, essa novela é sobre você?
Respondi-lhe que não sou tão velho assim, mas penso que meus netos, talvez por causa de meus cabelos brancos, acreditam que sou um ancião. A prova disso deu-ma Pedrinho ontem à tarde, quando saímos juntos para o mercado e no caminho encontramos meu filho, Caio Cavalcante, que fez a meu neto esta recomendação:
- Cuide de seu avô, certo? Não deixe que abusem ele.
Quando Caio se despediu, perguntei a Pedro se alguém realmente abusaria de mim e meu neto foi franco:
- Não, você é velho e todo mundo respeita os velhos!
É mole?

domingo, 20 de março de 2016

(off) Cuidado com os ratos




Dia desses eu ouvia uma conversa entre Pedro e Laura, num momento em que eles se distraíam brincando. Dizia Laurinha ao irmão que não se podia entrar num sanitário junto com o Mickey. Sim, ela falava do simpático ratinho criado por Walt Disney e por isso estiquei as orelhas, pronto para ouvir a piada do dia e esperando que Pedrinho perguntasse a razão dessa impossibilidade. E é então que minha netinha responde:
- Porque xixi de rato dá lepispitose (sic).
E foi porque essa noite sonhei com ratos, muitos ratos fugindo dos bueiros numa chuva forte, que me lembrei dessa conversa dos meninos...