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quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

(off) Sonho, cortes e gargalhadas


Num desses dias sonhei que carregava dois bebês que ainda usavam fraldas e no trajeto me desfazia dos dois, um por vez. Hoje é que observei o significado desse sonho, ao ser convocado por Mamãe Sal para cuidar de Ulisses e Lis enquanto ela levava Pedro e Laura ao pediatra. Como vocês sabem, ao ler estes relatos, eu me divirto muito com a graça de meus netos e hoje, na companhia desses dois bebês, não foi diferente. Minha função consistia em velar o sono de Lis e Ulisses, que só despertaram da sesta habitual lá pelas 15h30. Eu já havia gastado a bateria do celular e passado pela leitura do livro que atualmente prende minha atenção e naturalmente adormeci no sofá da casa de minha filha, só acordando quando ouvi um ruído ao meu lado. Era Ulisses que, desperto, começa a brincar com seu robozinho colorido. Perguntei-lhe por Lis e soube que a menina, um verdadeiro anjinho, também havia despertado mas mantinha-se na cama esperando quem a tirasse de lá. Dei-lhes a merenda e falei para Ulisses que viríamos todos para minha casa, para principalmente cortar as unhas das mãos dele. Foi nesse momento que meu neto me fez gargalhar, me dizendo que eu deveria fazer com sua amiguinha:
- Lis também! Vai cortar a mão de Lis, o pé de Lis...
Rindo, disse a ele que não faria nada disso e pusemo-nos os três em marcha.

sábado, 4 de novembro de 2017

(off) Família: uma noção


Ontem à tarde estávamos quase todos aqui em casa, faltando apenas Pedro e Laura, além de Gabriel Morais, marido de Ananda e pai de Ulisses. Este meu netinho tinha acabado de voltar da barbearia, onde, levado por sua mãe, teve parte de sua basta cabeleira devidamente tosada. Seu dindo, Caio, também os acompanhou nessa jornada, com a mesma finalidade. Assim, estávamos todos juntos observando a desenvoltura alegre do menino quando, não sei por que razão, resolvi testar seus conhecimentos:
- Ulisses, cadê a família Muniz?
Ele me olhou com alguma perplexidade e abriu os bracinhos, como a indicar não saber do que se tratava. Mas Caio e Shirley vieram em seu socorro informando que éramos nós a tal família Muniz. Dissemos-lhe, então, que ele também era um Muniz. Mas Ulisses, sabedor de quem é filho, trouxe-nos o complemento quando lhe perguntamos, enfim, qual era seu nome de família e ele disparou, para nossa gargalhada:
- É Morais!

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

(off) Barbie


Por se encontrar enferma há alguns meses, Vovó Bia emagreceu uns 10 quilos, de forma que as roupas folgadas já atestam sua silhueta esguia. Não sei bem se foi isso que motivou as palavras elogiosas de Laurinha esta manhã, quando dedicou-se a brincar com uma de suas bonecas ao lado da avó:
- Vovó, você parece a Barbie!
A mim, que me encontrava na cozinha naquele momento, pareceu uma referência sutil à condição física da matriarca, mas certamente minha neta apenas louvava a beleza de minha esposa...

(off) O cinza

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Não posso dizer que as crianças sejam exatamente preconceituosas, embora, como reencarnacionista que sou, entenda que todos trazemos uma bagagem de orgulho e egoísmo que precisamos desfazer a golpes de caridade e humildade. Explico-me: é que hoje de manhã me contaram aqui em casa que Vovó Bia ensinou uma musiquinha a Ulisses e meu neto manifestou um comportamento assaz surpreendente. Nessa música, a avó de Ulisses, Pedro e Laura qualificava os netos a partir do tom da pele. Ora, os mais velhos, filhos de minha filha mais morena, são notavelmente branquelos, enquanto Ulisses, filho de minha filha mais branquela, nasceu bem moreninho, daí Vovó Bia cantar:
- Eu tenho três netinhos que amo de coração; um é preto e dois são branquinhos...
Mas Ulisses se rebelou ante essa descrição, segundo Tia Sal que contou, revelando que então perguntou ao menininho:
- Você é o netinho preto?
- Não!
- E qual é sua cor?
- Cinza!
O IBGE deveria saber disso para o próximo censo?

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sexta-feira, 6 de outubro de 2017

(off) Amizade



João, filho de Daniela, vizinha-de-porta de minha filha Sal, é um grande amigo de Pedro e Laura, exatamente como mostra a fotografia. Essa amizade, como era de se esperar, agora inclui Ulisses, que vê em João uma extensão dos primos e manifesta desde cedo a alegria em estar com esse companheiro de folguedos, apesar da diferença de idade. Foi com João que meu terceiro netinho deu uma de suas mais divertidas gargalhadas, por ver o amigo brincar com uma "torre de copos". Recordo tudo isso para contar recente episódio durante o qual alguém daqui de casa, possivelmente Mamãe Sal, perguntava ao sobrinho, mais uma vez, qual o grau de parentesco que o unia aos outros:
- O que Pedro é seu? -, indagava ela, para ouvir de Ulisses a resposta óbvia:
- Primo.
- O que Laura é sua?
- Prima.
E Sal foi um pouco mais adiante para testar a acuidade mental de meu pequeno grande herói:
- E o que João é seu?
Ulisses não contou conversa e disparou:
- Amigo!