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quarta-feira, 11 de outubro de 2017

(off) TV aquosa


Quando saí do banho, nesta manhã, vi Laurinha inclinada sobre o visor da máquina de lavar, enquanto esperava a hora de descer para tomar o transporte escolar. Aproximei-me por trás dela e fiz uma brincadeira:
- Esse televisor só tem uma programação.
Disse isso porque minha neta havia deixado a TV ligada num programa infantil na sala. Mas a menina não se incomodou e me respondeu toda dengosa, enquanto as roupas giravam na lavadora:
- Eu estou adorando este canal!

domingo, 23 de julho de 2017

(off) Barganha


Parei, um pouco, de registrar aqui as tiradas de Pedro e Laura porque em verdade meus netos mais velhos, já chegando ao fim da primeira infância, têm deixado pouco espaço para a alma se manifestar, agora que a mente racional começa a tomar o controle da situação. Resultado: pouco tenho gargalhado ultimamente. Mas na sexta-feira que passou eu pude me divertir um pouquinho com Laura e vou contar como foi. Primeiramente, devo dizer que a duplinha continua alimentando muita fantasia naquelas cabecinhas, porque não desgrudam da TV, e são fascinados pela tecnologia dos videogames, de modo que não perdem uma chance de explorar joguinhos no celular ou no computador, o que só lhes é permitido nos fins de semana. Assim, Laurinha, estando aqui em casa com Pedro, cansada de apreciar os desenhos animados, vem ao meu novo escritório fazer-me uma proposta:
- Vovô, posso ficar com seu celular?
Finjo ser durão e não cedo de imediato, antes negociando a cessão do aparelho:
- Se você me der duas justificativas sérias e convincentes eu posso pensar em seu caso.
E minha neta se esforça oferecendo-me uma desculpa plausível para obter o objeto de seu desejo, mas as outras eu recuso peremptoriamente e insisto que seja uma justificativa sensata. A menina, então, me sai com esta:
- Ah, é porque eu te amo?
E o celular mudou de mãos.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

(Off) Mudez


Noto que Pedro está demorando a falar. Deliberadamente? Ouço de outros avós sobre o comportamento de netos da idade de nosso Pedrinho e fico com a pulga atrás da orelha, embora saiba que essas coisas, como todas as demais, são muito relativas. A madrinha dele, por sinal, só foi soltar o palavreado lá pelo segundo ano de vida. Vai que Pedro resolveu seguir o exemplo...

Também penso, às vezes, que a paparicação geral e irrestrita inibe a manifestação verbal do garoto, que, acostumado a receber sem precisar pedir, não tem por que fazer esforço algum. Outra coisa que me passa pela mente em relação a essas questões é a "overdose" de Cocoricó: mal ele chega em casa e já o levo para a frente da TV para ouvir a cantoria do amigos de Júlio. Com isso, Pedro aprende a mais ouvir que falar...