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sábado, 13 de janeiro de 2018

(off) Quem pergunta quer saber


O pequeno Ulisses, meu terceiro netinho, costuma chegar aqui em casa como se fosse o dono e já despachando a Mamãe Ananda, pronta para ir para o trabalho. Quando está mais inspirado, o garoto vem perguntar:
- Você está bem? - mas antes que alguém responda alguma coisa ele dispara: - Eu estou bem também!
E rimos.
Há dois dias, voltando da mercearia com as laranjas para seu suco matinal, meu menino cansou e pediu colo. Esqueci o peso das frutas e tomei-o nos braços e assim desci a ladeira, aproveitando para conversar com ele. Eu deveria ter escolhido outro tipo de assunto, mas inventei de fazer uma pergunta cuja resposta só me fez gargalhar:
- Ulisses, o que você é para o vovô?
Claro que eu esperava que ele dissesse "neto", mas desconfio que ele não conhece essa palavra ainda, de modo que respondeu assim:
- Um pão e um biscoito!
Depois dizem que eu é que sou gaiato...

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

(off) Vida escolar

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Em fevereiro, logo após o Carnaval, Ulisses fará sua estreia no ambiente escolar e ninguém pode dizer que nosso menininho não está expectante, embora só fale disso ao ser questionado. Hoje, por exemplo, logo cedo, ao chegar aqui, a bordo dos braços amigos de minha filha Ananda, meu neto, ante a pergunta materna sobre quem iria levá-lo à escola, respondeu com um sonoro "Mamãe!" Mas assim que Ananda saiu, em demanda do trabalho, junto com o Papai Gabriel, foi minha vez de oferecer toda minha colaboração a esse garoto que só nos enche de alegria, tanto quanto Pedro e Laura, que também fazem suas aulas pela manhã e assim esse período do dia será não só tranquilo como muito silencioso aqui em casa. Voltando a Ulisses, enquanto subia as escadas eu dizia a ele que eu também iria levá-lo à escola - e ele ria; afirmei também que a Vovó Bia e a Tia Sal, bem como seu pai o levariam à escola - e ele ria. Por fim, eu garanti que todo mundo iria com ele à escola e meu neto, rindo ainda, perguntou:
- Todo mundo vai levar Ulisses na escola?
Reafirmei e ele, sem desfazer o sorriso, então exclamou:
- Que bom!

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

(off) Contabilidade dentária



Na manhã desta segunda feira, novamente Pedrinho fez - sem querer, claro - com que eu gargalhasse muito. Mas antes de contar como foi, devo dizer que demorei um pouco, na infância, para saber que todos temos 32 dentes na boca, salvo as exceções de praxe. Creio ter sido na escola que fiz esse reconhecimento, que comprovei em casa diante do espelho. Assim, quando Pedro terminou de tomar sua vitamina, como sempre acontece pedimos que ele fosse logo escovar os dentes. Nesse momento eu banquei o engraçado e observei:
- Todos os 32!
Meu neto estancou o passo e manifestou sua surpresa:
- Trinta e dois? Vovô, você conta meus dentes quando eu estou dormindo?

domingo, 9 de julho de 2017

(off) Peripécias de Ulisses



Meu netinho, o terceiro, primo de Pupu e Aiaia - e não é que o menininho assimilou a antiga linguagem de Laurinha? - passou um dia e uma noite na casa dos avós Gustavo e Lea, que morriam de saudade desse molequinho, que voltou com um dos joelhos esfolado e coberto com um bandeide. Ananda, sua mãe, passou a interrogá-lo e Ulisses, que ainda não fala com perfeição, embora já pronuncie frases curtas, topou o diálogo:
- O que foi isso em seu joelho?
- Bobô?
- O que foi que vovô fez?
- Boia!
- Vovô estava jogando bola com você e você se feriu?
- 'ando boia.
Pronto, a história já sabemos de cor.
Dias antes dessa viagem a Stela Maris, onde moram os avós Gustavo e Lea, Ulisses se divertia com os primos Pupu e Aiaia no quarto da Tia Sal, onde fica o aparelho de TV, ligado no canal dos desenhos infantis que meu neto mais novo adora assistir. Mas ouvindo uma algazarra pouco habitual, Sal vai até o quarto e ralha com o sobrinho:
- Ulisses, pare com essa bagunça, pelo amor de Deus!
O menino para o que estava fazendo, olha para a tia e pergunta, meio que repetindo a frase ouvida:
- De Deus?

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

(off) Competências

Não posso evitar me divertir muito com meu neto Pedrinho (agora já não preciso usar o aposto, uma vez que temos Ulisses). Ontem, enquanto fazia seu dever de casa, ele buscou a mãe revelando certa dificuldade com um exercício de matemática, às voltas com a multiplicação. Ofereci-me para ajudá-lo e mostrei-lhe como é fácil multiplicar por três. Ele compreendeu e realizou as contas, mas logo retornou, embatucado com a multiplicação de quatro, recebendo nova explicação. Concluída a tarefa, meu neto vem para perto de mim e, como não se interessa pelo que faço no computador, pega uma revista e passa a folheá-la. Em certo momento, Pedro me interrompe para mostrar um teste psicológico e me inquire:
- Vovô, o que você acha que eu sou!?
Examino o teste e aponto um dos muitos perfis psicológicos à disposição:
- Desorganizado.
Ele contesta:
- Desorganizado? Mas eu sou muito organizado. Por sinal, vou agora mesmo organizar meu quarto!
Ri muito.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

(off) Ulissidades

Aos pouquinhos, torna-se possível relatar aqui as gracinhas de meu mais novo netinho, o pequeno grande herói Ulisses, cujo nome, é bom não esquecer, é tirado de uma bela história da mitologia grega. Com pouco mais de um ano, nosso bebê ainda não fala português, de modo que, para nós, quase tudo quanto ele pronuncia parece grego também. Mas a arguta Mamãe Ananda já percebeu algumas peculiaridades do falar ulissiano e na semana passada fui informado de que certas expressões usadas pelo garoto têm razão de ser. Segundo minha filha, na voz de Ulisses "babá" cabe bem na Tia Sal, que toma conta dele durante a semana; com a palavra "papá" ele se refere ao Papai Gabriel, como parece óbvio (Ulisses não chama a própria mãe de mamãe, mas de Ananda mesmo!); já a este Avô o menino trata por "Dadá", disse-me a mãe dele, o que me intrigou. Depois de refletir um pouco, compreendi que Ulisses me chama assim porque não lhe nego nada do que me pede...


sexta-feira, 19 de agosto de 2016

(off) Diversão ocupada


Estou aqui com Ulisses, exercendo minha função de babá, ante a ausência da Tia Sal, titular da "pasta", e vendo-o futucar as coisas de minha filha, dona da casa onde estamos, enquanto devora um naco de maçã. Tentando ensinar-lhe a não mexer no que não é de sua conta, aprendo um pouco mais sobre o comportamento infantil. Ele consegue encontrar um brinquedo que não deveria ter nas mãos, para não quebrá-lo, e então providencio a recolocação do objeto sobre um móvel bem rente à parede. Os braços de meu netinho ainda são curtos, mas sei que com algum esforço ele conseguirá o que suas mãozinhas pretendem. Mas ele não dá a mínima e termina de comer o naco de maçã e vem pedir mais. Satisfeito, agradece-me com um beijo estalado e vai perseguir uma bola largada propositalmente na sala...


(off) Respeito


"Respeite seu avô, Pedro!". Essa recomendação/reclamação de Mamãe Sal se deu ao ouvir meu neto abordá-la, após vê-la arrumada para sair, como faz toda sexta-feira, desde há algum tempo, a fim de cumprir um tratamento terapêutico. Nesse momento, eu pajeava Ulisses, que dormia, ao mesmo tempo entretido com as diversões e as últimas notícias facebookianas, de modo que não pude prestar atenção na frase de Pedrinho. Assim, perguntei a Sal a razão pela qual ela fez a admoestação e minha filha citou o teor do comentário:
- Você vai mesmo deixar a gente com um bebê e um velho?

sexta-feira, 17 de junho de 2016

(off) Gaiatices ulissianas


O espertinho do meu terceiro neto só falta falar. Mas em vez de expressar-se em palavras e frases inteligíveis, nosso pequeno Ulisses só pronuncia a sílaba "bá", com a qual pretende fazer-se entender por todos aqui em casa. E até mesmo canta usando seu tatibitate, acompanhando-se com palmas. Quem não gosta muito disso é a Tia Sal, com quem ele fica quase diariamente enquanto a Mamãe Ananda está trabalhando, honrando a profissão. É que, manifestando seu carinho pela tia, Ulisses vira-se para minha filha mais velha, mãe de Pedro e Laura, e dispara:
- Bá-bá!
É claro que essas duas sílabas formam uma palavrinha assaz conhecida e Sal estrila, brincando com o sobrinho:
- Babá nada! Aqui é família; eu sou sua tia!
O menino ri, parecendo entender a admoestação e reforça:
- Babá!
E rimos todos.

(off) Apetite

A verdade é que ele, meu netinho Ulisses, come de tudo. Ainda não descobrimos do que ele não gosta... Ontem, deixei-o sobre minha cama comendo beiju, que ele adora, e me esqueci de limpar o farelo deixado. Vovó Bia não estava e quando ela chegou me perguntou por que a cama estava daquele jeito e então eu lhe respondi com outra pergunta:
- Quem é o maior, ou melhor, o menor comedor de beiju do mundo, que você conhece?
Vovó Bia riu.

A arte da foto é do Dindo Caio.

quarta-feira, 23 de março de 2016

(off) Inocência


Pedrinho, como vocês sabem, adora ver vídeos em sua tabuleta eletrônica e agora sua nova mania é assistir a tudo referente ao Minecraft, que é moda entre a garotada da idade de meu neto - e Laurinha também entrou nessa! No entanto, a Mamãe Sal, preocupada com a educação do menino, proibiu-o de ver certos programinhas do Youtube, ao que ele corresponde na medida de suas possibilidades intelectivas. Neste momento mesmo ele se diverte com um desses vídeos, no qual o narrador comenta algumas dificuldades no joguinho e, decepcionado, solta alguns palavrões. No entanto, Pedro parece se concentrar unicamente no aspecto visual do programa e por isso me responde inocentemente quando lhe pergunto:
- Por que você ouve esses palavrões todos, Pedro?
E eis a resposta:
- Eu não estou entendendo nada!