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sábado, 16 de setembro de 2017

(off) Gracinha de Ulisses


Não me move o orgulho, mas percebo o forte apego que meu neto Ulisses tem por este avô e às vezes isso resulta constrangedor. Não raro, o menininho, que agora é nosso vizinho (seus pais se mudaram para um edifício na mesma rua onde nós - Vovó Bia e eu mais Mamãe Sal com Pedro e Laura - moramos), chega aqui já perguntando por mim e sequer cumprimenta a avó. Por conta disso é que ontem demos muita risada do comportamento dele ontem à tarde. Foi assim: ele costuma comer sua merenda vespertina por volta das 15 horas e às vezes dorme a sesta; ontem, já tendo feito a vitamina dos netos mais velhos, prontifiquei-me para buscar Ulisses na casa da Tia Sal, mas ao descer as escadas dei com eles dois, que subiam. Logo, o menino vooou para meus braços e se despediu de sua "babá":
- Tchau, tia Sassal (é assim que ele a chama).
Mas Sal não arredou pé, olhando para ele e rindo, dizendo que meu netinho havia acordado àquela hora. Ulisses não esperou o fim da conversa e tratou de despachar minha filha:
- Vá, tia Sassal!

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

(off) Quase lá



Soaria falso dizer que não estamos ansiosos para ouvir as primeiras palavras de Ulisses fora do habitual tatibitate dos bebês. Com seus 16 meses seria de esperar que ele já pronunciasse os vocábulos mais prosaicos, como papai, mamãe e água - com um pouco de "sorte" ouviríamos, talvez, um "vovô", mas fiquemos por aqui. O fato é que as mais recentes impressões resultaram inócuas, porque o menininho não satisfaz nossos anseios. Ainda assim, minha filha Sal, sua "babá", tenta ensinar-lhe alguma coisa mas Ulisses só aprende - ou consente em aprender - apenas gestos, observando vídeos como os da galinha pintadinha. Uma dessas tentativas da Tia Sal foi no sentido de fazer meu netinho falar o próprio nome - vejam a dificuldade! E Ulisses, talvez procurando satisfazer o apelo da tia, sibilou a língua entre os dentes:
- Sssssss!
É muito "s" num nome só...

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

(off) Ulissidades

Aos pouquinhos, torna-se possível relatar aqui as gracinhas de meu mais novo netinho, o pequeno grande herói Ulisses, cujo nome, é bom não esquecer, é tirado de uma bela história da mitologia grega. Com pouco mais de um ano, nosso bebê ainda não fala português, de modo que, para nós, quase tudo quanto ele pronuncia parece grego também. Mas a arguta Mamãe Ananda já percebeu algumas peculiaridades do falar ulissiano e na semana passada fui informado de que certas expressões usadas pelo garoto têm razão de ser. Segundo minha filha, na voz de Ulisses "babá" cabe bem na Tia Sal, que toma conta dele durante a semana; com a palavra "papá" ele se refere ao Papai Gabriel, como parece óbvio (Ulisses não chama a própria mãe de mamãe, mas de Ananda mesmo!); já a este Avô o menino trata por "Dadá", disse-me a mãe dele, o que me intrigou. Depois de refletir um pouco, compreendi que Ulisses me chama assim porque não lhe nego nada do que me pede...


sexta-feira, 17 de junho de 2016

(off) Gaiatices ulissianas


O espertinho do meu terceiro neto só falta falar. Mas em vez de expressar-se em palavras e frases inteligíveis, nosso pequeno Ulisses só pronuncia a sílaba "bá", com a qual pretende fazer-se entender por todos aqui em casa. E até mesmo canta usando seu tatibitate, acompanhando-se com palmas. Quem não gosta muito disso é a Tia Sal, com quem ele fica quase diariamente enquanto a Mamãe Ananda está trabalhando, honrando a profissão. É que, manifestando seu carinho pela tia, Ulisses vira-se para minha filha mais velha, mãe de Pedro e Laura, e dispara:
- Bá-bá!
É claro que essas duas sílabas formam uma palavrinha assaz conhecida e Sal estrila, brincando com o sobrinho:
- Babá nada! Aqui é família; eu sou sua tia!
O menino ri, parecendo entender a admoestação e reforça:
- Babá!
E rimos todos.