Mostrando postagens com marcador vovô. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vovô. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 24 de janeiro de 2018
(off) Sonho, cortes e gargalhadas
Num desses dias sonhei que carregava dois bebês que ainda usavam fraldas e no trajeto me desfazia dos dois, um por vez. Hoje é que observei o significado desse sonho, ao ser convocado por Mamãe Sal para cuidar de Ulisses e Lis enquanto ela levava Pedro e Laura ao pediatra. Como vocês sabem, ao ler estes relatos, eu me divirto muito com a graça de meus netos e hoje, na companhia desses dois bebês, não foi diferente. Minha função consistia em velar o sono de Lis e Ulisses, que só despertaram da sesta habitual lá pelas 15h30. Eu já havia gastado a bateria do celular e passado pela leitura do livro que atualmente prende minha atenção e naturalmente adormeci no sofá da casa de minha filha, só acordando quando ouvi um ruído ao meu lado. Era Ulisses que, desperto, começa a brincar com seu robozinho colorido. Perguntei-lhe por Lis e soube que a menina, um verdadeiro anjinho, também havia despertado mas mantinha-se na cama esperando quem a tirasse de lá. Dei-lhes a merenda e falei para Ulisses que viríamos todos para minha casa, para principalmente cortar as unhas das mãos dele. Foi nesse momento que meu neto me fez gargalhar, me dizendo que eu deveria fazer com sua amiguinha:
- Lis também! Vai cortar a mão de Lis, o pé de Lis...
Rindo, disse a ele que não faria nada disso e pusemo-nos os três em marcha.
quinta-feira, 14 de dezembro de 2017
(off) No céu
Ulisses, meu neto mais novo, tem só dois anos e meio, não fala ainda como "gente grande", apesar do vocabulário bem desenvolvido, mas é dono de umas ideias das mais interessantes. Ontem, para garantir que ele tirasse uma sonequinha após o almoço - a contragosto, o menino dormiu durante mais de duas horas! -, Tia Sal prometeu-lhe levar para brincar na cama elástica que os vizinhos do prédio ao lado haviam armado na área de estacionamento na rua. Eu havia prometido recambiar Ulisses às 15 horas, mas este avô também teve que repor energia pelo sono e só fui à casa de Sal às 16h, para acordar meu garotinho. E não é que as primeiras palavras que ele pronunciou ao despertar foram "Ulisses vai para a cama elástica" - que só entendemos depois de matutar um pouco no dialeto próprio dele. Então pus meu neto no colo e voltei para casa, e reparamos os meninos grandes saltitando no pula-pula, e assim ouço-o comentar:
- Ulisses vai pular no pula-pula. Ulisses vai no céu!
sexta-feira, 8 de dezembro de 2017
(off) Gostos
Ainda não consegui fazer com que Ulisses ao menos experimente a vitamina que faço "há séculos" para Pedro e Laura. Mas se eu "rebobinar" a memória, recordarei que quando meus filhos eram solteiros somente Ananda, mãe de meu terceiro neto, me acompanhava nesse hábito. No entanto, Ulisses se aproxima sempre que percebe minha movimentação para preparar a iguaria para os primos:
- Quero ajudar! - diz ele, disposto a ser carregado em meus braços e me auxiliar apenas observando o que faço, tecendo comentários próprios de sua condição infantil que me fazem rir muitas vezes.
Ontem, após a liquidificação dos ingredientes, enchi os copos de Pedro e Laura e, como sempre sobra um pouco, ofereci esse pouco a Ulisses e ele teve a mesma reação das vezes anteriores, mas com muito mais graça:
- Vovô gosta de vitamina; Ulisses gosta não!
sexta-feira, 24 de novembro de 2017
(off) Homenagem musical
Pedro foi a primeira pedrinha que veio rolar no leito do rio que é minha vida de avô. A ideia da pedra costurando as manifestações de carinho depositadas aqui foi inspirada no nome dele, afinal, Pedro é pedra, conforme o conceito explicitado por Jesus, o Cristo. E antes mesmo que Pedro chegasse, já eu me envolvia em projetos demarcatórios, como este blog e o livro de poemas que jamais se publicou - e os versos estão espalhados por aqui. Depois veio Laura, seixo lapidado pela correnteza que me encontrou um pouco mais preparado para a segunda experiência, até que finalmente Ulisses se apresentou, trazendo-me muito mais contentamento do que seria de esperar. Não são pedras iguais, absolutamente; como os minérios que enriquecem o solo do planeta, cada um dos três netinhos tem uma tonalidade, uma cor e um brilho todo especial e assim os três se destacam ante meus olhos e meu afeto, sem preferências. Todos os três vêm contribuir com o preciosismo próprio para meu burilamento, que as pedrinhas de rio para isso servem, e nessa tarefa também elas se aperfeiçoam, aformoseando-se aos olhos do Criador. Falo dos três porque são os que aqui se encontram, porquanto o ciclo, aparentemente, ainda não se fechou e nesse sentido ouço a filha mais nova, mãe de Ulisses, falar em providenciar um(a) irmã(o)zinho(a) para meu pequeno grande herói...
segunda-feira, 20 de novembro de 2017
(off) Duas gargalhadas
Ulisses, meu terceiro netinho, ainda está, em seus dois aninhos bem vividos, reconhecendo as coisas deste mundo. Seu vocabulário já é bem desenvolvido e ele já consegue dar ênfase a certas palavras e expressões, como fez hoje, enquanto via, pela enésima vez, um de seus vídeos favoritos do YouTube. Como divido a tela com ele, escolhendo o que também me interessa, e, que ainda não percebeu ser isso possível, estranhou quando usei o teclado para fazer uma nova postagem no Facebook e estrilou comigo:
- Eu quero ver isso aqui, tá bom?
Gargalhei, mas o que quero salientar é que meu neto foi hoje apresentado ao coco seco, que ele só conhecia na versão verde. Quando voltei do mercado e comecei a tirar as compras da sacola, Ulisses veio para perto e por isso, com o coco seco na mão, perguntei a ele o que era aquilo e sua resposta me fez gargalhar mais ainda:
- Madeira!
Marcadores:
alegria,
coco,
gargalhadas,
Ulisses,
vocabulário,
vovô
sábado, 18 de novembro de 2017
(off) Gosto
Quando dizem que as crianças prestam atenção em tudo é porque elas são naturalmente observadoras, por isso os pais - e avós! - devem se conscientizar de que as educamos muito mais pelos exemplos que damos do que através de belas lições teóricas que não correspondem ao comportamento habitual. Digo isso porque ontem, após acordar de seu sono vespertino, nosso pequeno Ulisses veio para perto mim, que estava sentado ao computador, e pediu colo, após ter tomado sua merenda. E quando vem para frente do computador, ele só quer uma coisa:
- Quer ver Peppa - diz, referindo-se à porquinha cor de rosa do desenho animado.
Assim, quando me forçou a mudar a programação do YouTube, meu neto comentou de modo bem jocoso:
- Vovô adora música; Ulisses gosta de Peppa!
Pois é.
sexta-feira, 17 de novembro de 2017
(off) Informação é poder
Quando estão aqui em casa - e isto tem sido frequente -, Pedro e Laura já não se contentam com apenas assistir TV e querem ora meu celular para jogar, ora pedem o computador para verem seus vídeos favoritos. Por isso não estranhei quando Pedrinho, na manhã do feriado, veio me questionar sobre se eu usaria o micro naquele dia. Acontece que ultimamente, talvez por causa desse uso infantil, meu PC tem apresentado certos probleminhas que, felizmente, consigo resolver. Assim, eu perguntei a Pedro o que ele tencionava fazer e meu neto somente insistiu:
- Vovô, você vai usar seu computador hoje?
Então respondi que iria sair, de modo que não iria, de fato, precisar do computador naquela manhã. E, para minha gargalhada, o menino deu uma risadinha esperta e declarou:
- Eu prometo que não vou usar essa informação!
Marcadores:
alegria,
computador,
graça,
informação,
Pedro,
vovô
(off) É barra!
Graças a Laurinha, que me trouxe um problema em seu dever de casa ontem, aprendi, consultando São Google, que aquelas barras de segurança que vemos e usamos nos ônibus e demais veículos de transporte público se chamam balaustres. Pois bem, precisando acompanhar Vovó Bia Muniz a Itinga na manhã de hoje, levamos junto o pequeno Ulisses em nossa viagem de metrô até a Estação Mussurunga. Em seus dois anos bem desenvolvidos, o menino, que não desgruda deste avô, sentou-se comigo num lugar onde havia uma daquelas barras de aço e sua mãozinha esquerda encontrou apoio ali. Como sei que o ar-condicionado é bem frio no interior dos vagões, inquiri meu netinho a esse respeito e ele me fez dar uma gostosa risada com sua resposta:
- Está frio, Ulisses?
- Não, está gelado!
domingo, 5 de novembro de 2017
(off) Meu cordel
Laurinha não me disse nada, foi Mamãe Sal que alardeou que a menina tinha um dever de casa especial para fazer e para tanto necessitava de minha ajuda. A tarefa imposta pela zelosa professora de Laura era apresentar, cada aluno de sua turma, um livreto de cordel explorando um assunto específico. A minha neta coube o tema "os violeiros", sem mote nem nada. Assim, na tarde deste domingo, logo após tomar sua vitamina, Laurinha vem para perto de mim solicitar a ajuda - e eis-me recordando meus imaginários tempos de repentista pouco afeito aos alexandrinos:
Os violeiros
No sertão da minha terra
Mora um povo altaneiro
Que vive de bem com a vida
E não se importa com dinheiro
É uma gente trabalhadora
E eu vou falar agora
Dos amigos violeiros
Violeiros são cantadores
Exímios na rima e no verso
Cantam sempre de improviso
Como se rezassem o terço
Dedilhando sua viola
Os dedos parecem de mola
E assim cantam o dia inteiro
Vou falar de Zeca e Zequinha
Dois violeiros daqui
Nesta minha terra inteira
Como esses dois nunca vi
Cantam e tocam como ninguém
E se resolvem tão bem
Que superam o bem-te-vi
Não existe violeiro
Melhor que Zeca e Zequinha
Pra cantar pena de galo
Ou pescoço de galinha
Eles cantam dia e noite
Fazem versos de açoite
Tal o padre em ladainha
Pra nós, aqui no sertão
Fazer verso e tocar viola
É profissão prazenteira
Bem melhor que jogar bola
Violeiro tem seu lugar
E vale mais que Neymar
Com seus milhares de dólar.
sábado, 4 de novembro de 2017
(off) Família: uma noção

Ontem à tarde estávamos quase todos aqui em casa, faltando apenas Pedro e Laura, além de Gabriel Morais, marido de Ananda e pai de Ulisses. Este meu netinho tinha acabado de voltar da barbearia, onde, levado por sua mãe, teve parte de sua basta cabeleira devidamente tosada. Seu dindo, Caio, também os acompanhou nessa jornada, com a mesma finalidade. Assim, estávamos todos juntos observando a desenvoltura alegre do menino quando, não sei por que razão, resolvi testar seus conhecimentos:
- Ulisses, cadê a família Muniz?
Ele me olhou com alguma perplexidade e abriu os bracinhos, como a indicar não saber do que se tratava. Mas Caio e Shirley vieram em seu socorro informando que éramos nós a tal família Muniz. Dissemos-lhe, então, que ele também era um Muniz. Mas Ulisses, sabedor de quem é filho, trouxe-nos o complemento quando lhe perguntamos, enfim, qual era seu nome de família e ele disparou, para nossa gargalhada:
- É Morais!
domingo, 29 de outubro de 2017
(off) Ulissiana

Meu terceiro netinho é um tanto circunspecto, na dele, embora saiba sorrir e até gargalhar gostosamente, como quando lhe faço cócegas ou sua verve humorística é despertada para algo inusitado. Digo isso tudo porque num dia desses notei que ele não se incomodou nem um tantinho quando, todos sentados no sofá, abracei sua mãe, Ananda, e, querendo provocá-lo, disse que ela era meu amorzinho. Ele olhou assim e nada disse, preferindo continuar prestando atenção no desenho animado da TV. Foi então que Nandinha entrou na brincadeira e perguntou ao menino:
- Eu sou o amorzinho de quem?
E meu neto nem pestanejou para responder:
- Ulisses!
Não satisfeita, Ananda voltou à carga:
- E quem é o amorzinho do Vovô?
O menino, que se sente mesmo o centro de todas as atenções aqui em casa, não se perturbou e disse:
- Ulisses!
segunda-feira, 9 de outubro de 2017
(off) Contabilidade dentária
Na manhã desta segunda feira, novamente Pedrinho fez - sem querer, claro - com que eu gargalhasse muito. Mas antes de contar como foi, devo dizer que demorei um pouco, na infância, para saber que todos temos 32 dentes na boca, salvo as exceções de praxe. Creio ter sido na escola que fiz esse reconhecimento, que comprovei em casa diante do espelho. Assim, quando Pedro terminou de tomar sua vitamina, como sempre acontece pedimos que ele fosse logo escovar os dentes. Nesse momento eu banquei o engraçado e observei:
- Todos os 32!
Meu neto estancou o passo e manifestou sua surpresa:
- Trinta e dois? Vovô, você conta meus dentes quando eu estou dormindo?
domingo, 24 de setembro de 2017
(off) Do sol nascente
Estive ontem pensando numa nova piadinha e resolvi testá-la com Pedro e Laura e fiz isso durante a caminhada de casa para o Centro Espírita onde eles participam das atividades de Evangelização Infantil. Assim, em meio à conversa que estabelecemos, comentei com minha dupla:
- Filho de japonês que nasce no Brasil é nissei; mestre, em japonês, é sensei; idoso, no Japão, é sansei.Dada estas explicações, perguntei a meus netos:
- Como se diz "sei não" em japonês?
Pedrinho, como gosta de dar tratos à bola, ficou pensando na resposta, mas Laurinha, atilada como toda mulher sabe ser, disparou:
- Não sei!
E então eu a parabenizei pelo acerto.
Marcadores:
evangelização,
falares,
Japão,
Pedro e Laura,
risadas,
vovô
segunda-feira, 18 de setembro de 2017
(off) Fiado só amanhã
Há algum tempo (pouco, na verdade), Laurinha tem se acostumado a fazer os deveres trazidos da escola aqui em casa, aproveitando que fico com ela e Pedrinho - e Ulisses, geralmente - enquanto Mamãe Sal dá banca aos meninos da vizinhança. Nesta tarde, minha neta vem da sala até meu escritório e solicita:
- Vovô, preciso que você pesquise no computador qual homenagem que fazemos em novembro.
Faço o que ela me pede e digito no Google a data de 2 de novembro. A menina colhe o resultado e já vai saindo quando me lembro de que há outra data comemorativa naquele mês e indico o 15 de novembro. Laura lê sobre a proclamação da República, agradece e dispensa esta última sugestão de uma maneira que me faz rir:
- Só uma basta, vou ficar com o dia 2 mesmo, o dia dos fiados!
Marcadores:
dever de casa,
Dia de Finados,
Laura,
pesquisa,
vovô
sábado, 16 de setembro de 2017
(off) Mais gracinhas de Ulisses
Esta foi Tia Sal quem me contou. Estando na casa de minha filha mais velha e na companhia desta e de sua mãe, Ananda, meu netinho foi sabatinado, porque queriam saber se ele se lembrava do nome de seus familiares. Chegou a vez de perguntarem o nome do avô paterno e Ulisses respondeu, com seu jeitinho ainda tatibitate de falar:
Mas as mulheres não se contentaram e insistiram:
- Não, como é o nome do pai de seu pai?
E ele:
- Vovô Tito!
Por fim, forçaram a barra:
- O nome de seu avô é Gus...
E Ulisses, que já sabe muito bem de seus assuntos, disparou:
- Tito!
(off) Gracinha de Ulisses
Não me move o orgulho, mas percebo o forte apego que meu neto Ulisses tem por este avô e às vezes isso resulta constrangedor. Não raro, o menininho, que agora é nosso vizinho (seus pais se mudaram para um edifício na mesma rua onde nós - Vovó Bia e eu mais Mamãe Sal com Pedro e Laura - moramos), chega aqui já perguntando por mim e sequer cumprimenta a avó. Por conta disso é que ontem demos muita risada do comportamento dele ontem à tarde. Foi assim: ele costuma comer sua merenda vespertina por volta das 15 horas e às vezes dorme a sesta; ontem, já tendo feito a vitamina dos netos mais velhos, prontifiquei-me para buscar Ulisses na casa da Tia Sal, mas ao descer as escadas dei com eles dois, que subiam. Logo, o menino vooou para meus braços e se despediu de sua "babá":
- Tchau, tia Sassal (é assim que ele a chama).
Mas Sal não arredou pé, olhando para ele e rindo, dizendo que meu netinho havia acordado àquela hora. Ulisses não esperou o fim da conversa e tratou de despachar minha filha:
- Vá, tia Sassal!
domingo, 23 de julho de 2017
(off) Barganha
Parei, um pouco, de registrar aqui as tiradas de Pedro e Laura porque em verdade meus netos mais velhos, já chegando ao fim da primeira infância, têm deixado pouco espaço para a alma se manifestar, agora que a mente racional começa a tomar o controle da situação. Resultado: pouco tenho gargalhado ultimamente. Mas na sexta-feira que passou eu pude me divertir um pouquinho com Laura e vou contar como foi. Primeiramente, devo dizer que a duplinha continua alimentando muita fantasia naquelas cabecinhas, porque não desgrudam da TV, e são fascinados pela tecnologia dos videogames, de modo que não perdem uma chance de explorar joguinhos no celular ou no computador, o que só lhes é permitido nos fins de semana. Assim, Laurinha, estando aqui em casa com Pedro, cansada de apreciar os desenhos animados, vem ao meu novo escritório fazer-me uma proposta:
- Vovô, posso ficar com seu celular?
Finjo ser durão e não cedo de imediato, antes negociando a cessão do aparelho:
- Se você me der duas justificativas sérias e convincentes eu posso pensar em seu caso.
E minha neta se esforça oferecendo-me uma desculpa plausível para obter o objeto de seu desejo, mas as outras eu recuso peremptoriamente e insisto que seja uma justificativa sensata. A menina, então, me sai com esta:
- Ah, é porque eu te amo?
E o celular mudou de mãos.
sexta-feira, 3 de março de 2017
(off) Segredo

O carnaval de Pedro e Laura acabou hoje, quando o Papai Alexandre os trouxe para casa depois de uma ausência de quase uma semana. Estão aqui comigo e com a Vovó Bia, enquanto a Mamãe Sal se despede de sua majestade o rei Motorola. Adormeceram ainda há pouco, a contragosto. Antes de pregar os olhos, Pedrinho me vem com esta:
- Vovô, eu tenho um segredo para lhe contar, mas acho que você já sabe.
Abandono o texto que escrevia no computador e vou até ele, deitado no sofá-cama:
- Qual é o segredo?
- Eu só durmo com música de ninar.
Então me ofereço para auxiliar, seu sono entoando parte do repertório usado para acalentar os netos, desde o mesmo Pedro até Ulisses, lembrando das canções de Passoca, Chico Buarque e Palavra Cantada. E ele dormiu rapidinho.. .
Marcadores:
cantiga de ninar,
Pedro,
segredo,
sono,
vovô
sexta-feira, 6 de janeiro de 2017
(off) Ulisses
Fundo, o buraco é fundo,
acabou-se o mundo,
eu não sou Raimundo
e não vou pra lá.
![]() |
Pegando ponga no comercial de Carlito Marrom... |
Marcadores:
auxílio,
Pedro e Laura,
prazer,
Ulisses,
vovô
segunda-feira, 31 de outubro de 2016
(off) Paciência

Pedro e Laura acabaram de chegar do fim de semana passado com o Papai Alexandre. Vieram alimentados e assim dispensaram a vitamina. E porque Mamãe Sal já planejasse que acordariam cedo amanhã para irem à escola, mandou os dois para o banho. Meus netos adoram passar o tempo sob o chuveiro e cerca de dez minutos depois de se banharem minha filha pediu-lhes pressa:
- Vamos, crianças!
Da sala, só escutamos as vozes da conversa entabulada entre os dois dentro do box e por isso engrosso o coro, referindo-me principalmente à menina, sempre mais loquaz que o irmão:
- Laura, está ouvindo?
E ela grita de lá:
- Espera!
Mamãe Sal não gostou do tom e ralhou com minha neta:
- É assim que fala com seu avô?
Fez-se um breve silêncio mas logo em seguida Laurinha se pronuncia:
- Mas tem outro jeito de dizer "espera!"?
Eu ri.
- Vamos, crianças!
Da sala, só escutamos as vozes da conversa entabulada entre os dois dentro do box e por isso engrosso o coro, referindo-me principalmente à menina, sempre mais loquaz que o irmão:
- Laura, está ouvindo?
E ela grita de lá:
- Espera!
Mamãe Sal não gostou do tom e ralhou com minha neta:
- É assim que fala com seu avô?
Fez-se um breve silêncio mas logo em seguida Laurinha se pronuncia:
- Mas tem outro jeito de dizer "espera!"?
Eu ri.
Marcadores:
banho,
Mamãe Sal,
paciência,
Pedro e Laura,
vovô
Assinar:
Postagens (Atom)