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domingo, 14 de agosto de 2022

Alegre tristeza



Alexandre, o pai de meus netos Pedro e Laura, matriculou a ambos numa escola de inglês localizada aqui no bairro, bem perto de onde moramos. Acontece que, para a administração do estabelecimento identificar a que turma os meninos integrariam, era preciso para um teste de nivelamento, uma vez que eles já têm alguns rudimentos da língua de William Shakespeare. 

Para a alegria de Alexandre e de toda a família, Pedro, que já assiste, há algum tempo, filmes hollywoodianos sem a necessidade da legenda, foi alçado a uma das turmas avançadas, correspondente ao nível 6. Quanto a Laura, coube-lhe uma turma do nível 2.

Contudo, Alexandre também manifestou alguma tristeza ante os dois resultados, porque ele esperava que Laura herdasse o livro que Pedro usasse, mas agora isso se tornou impossível...

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

(off) Auxilio luxuoso

A imagem pode conter: 1 pessoa, criança, sapatos e atividades ao ar livre

Quando os meninos estão aqui em casa, geralmente a Vovó Bia dá um jeito de fazer com que eles colaborem nas tarefas domésticas. Hoje, essa sugestão envolveu até mesmo o pequeno Ulisses. Enquanto os mais velhos foram atender a avó, meu garotinho veio até mim que lavava os utensílios do café da manhã e perguntou:
- Vovô, você quer ajuda?
Consenti e pedi que ele tirasse um pano de prato da gaveta. Em seguida, dei-lhe um copo plástico para que o enxugasse. Contente, o menino correu para a sala e em poucos instantes estava de volta, proclamando a realização da tarefa:
- Vovô, já enxuguei, agora você lava! - e jogou o copo na pia.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

(off) Dia "L"




Ontem ela foi dançar, em mais uma apresentação de balé com as amiguinhas da escola, no evento intitulado "A voz da mulher". Desta vez, com os ingressos muito caros, somente Mamãe Sal e Vovó Bia compareceram. Foi um domingo de alegria. Mas hoje será uma segunda-feira de festa, porque nossa menina, a princesa Laura, completa seu oitavo aniversário. Palmas para ela, que merece todo nosso amor, embora, como minoria entre dois meninos - o irmão e o primo -, julgue-se às vezes desprestigiada. No sábado, ela reinou absoluta aqui em casa, na volta do período passado com o Papai Alexandre, porque Pedro preferiu ficar por lá. Alimentada, dispensou a vitamina, mas fez um pedido:
- Vovô, posso ficar com seu celular?
O interesse eram os joguinhos que a divertem.
As noites de sábado, contudo, nós reservamos para o culto do Evangelho no lar e por isso, na hora aprazada, recolhi o celular das mãos dela e iniciei as leituras, entremeadas e finalizadas com as preces. No final desse trabalho, quando olhei para o lado onde Laura se encontrava vi que ela dormia, convencendo-me de que tanto a música quanto a prece são capazes de amansar algumas ferinhas...

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

(off) Homenagem musical


Pedro foi a primeira pedrinha que veio rolar no leito do rio que é minha vida de avô. A ideia da pedra costurando as manifestações de carinho depositadas aqui foi inspirada no nome dele, afinal, Pedro é pedra, conforme o conceito explicitado por Jesus, o Cristo. E antes mesmo que Pedro chegasse, já eu me envolvia em projetos demarcatórios, como este blog e o livro de poemas que jamais se publicou - e os versos estão espalhados por aqui. Depois veio Laura, seixo lapidado pela correnteza que me encontrou um pouco mais preparado para a segunda experiência, até que finalmente Ulisses se apresentou, trazendo-me muito mais contentamento do que seria de esperar. Não são pedras iguais, absolutamente; como os minérios que enriquecem o solo do planeta, cada um dos três netinhos tem uma tonalidade, uma cor e um brilho todo especial e assim os três se destacam ante meus olhos e meu afeto, sem preferências. Todos os três vêm contribuir com o preciosismo próprio para meu burilamento, que as pedrinhas de rio para isso servem, e nessa tarefa também elas se aperfeiçoam, aformoseando-se aos olhos do Criador. Falo dos três porque são os que aqui se encontram, porquanto o ciclo, aparentemente, ainda não se fechou e nesse sentido ouço a filha mais nova, mãe de Ulisses, falar em providenciar um(a) irmã(o)zinho(a) para meu pequeno grande herói...

domingo, 5 de novembro de 2017

(off) Meu cordel

    
Laurinha não me disse nada, foi Mamãe Sal que alardeou que a menina tinha um dever de casa especial para fazer e para tanto necessitava de minha ajuda. A tarefa imposta pela zelosa professora de Laura era apresentar, cada aluno de sua turma, um livreto de cordel explorando um assunto específico. A minha neta coube o tema "os violeiros", sem mote nem nada. Assim, na tarde deste domingo, logo após tomar sua vitamina, Laurinha vem para perto de mim solicitar a ajuda - e eis-me recordando meus imaginários tempos de repentista pouco afeito aos alexandrinos:

Os violeiros

No sertão da minha terra
Mora um povo altaneiro
Que vive de bem com a vida
E não se importa com dinheiro
É uma gente trabalhadora
E eu vou falar agora
Dos amigos violeiros

Violeiros são cantadores
Exímios na rima e no verso
Cantam sempre de improviso
Como se rezassem o terço
Dedilhando sua viola
Os dedos parecem de mola
E assim cantam o dia inteiro

Vou falar de Zeca e Zequinha
Dois violeiros daqui
Nesta minha terra inteira
Como esses dois nunca vi
Cantam e tocam como ninguém
E se resolvem tão bem
Que superam o bem-te-vi

Não existe violeiro
Melhor que Zeca e Zequinha
Pra cantar pena de galo
Ou pescoço de galinha
Eles cantam dia e noite
Fazem versos de açoite
Tal o padre em ladainha

Pra nós, aqui no sertão
Fazer verso e tocar viola
É profissão prazenteira
Bem melhor que jogar bola
Violeiro tem seu lugar
E vale mais que Neymar
Com seus milhares de dólar.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

(off) TV aquosa


Quando saí do banho, nesta manhã, vi Laurinha inclinada sobre o visor da máquina de lavar, enquanto esperava a hora de descer para tomar o transporte escolar. Aproximei-me por trás dela e fiz uma brincadeira:
- Esse televisor só tem uma programação.
Disse isso porque minha neta havia deixado a TV ligada num programa infantil na sala. Mas a menina não se incomodou e me respondeu toda dengosa, enquanto as roupas giravam na lavadora:
- Eu estou adorando este canal!

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

(off) Crítica de arte


Ontem à tarde, quando cheguei em casa, encontrei Pedro e Laura, que tinham almoçado aqui, a convite da Vovó Bia. Ananda, que se recupera de uma pequena cirurgia, também veio, com Gabriel - Ulisses encontrava-se em Stella Maris, com os avós Lea e Gustavo. Em certo momento, Laurinha, pretextando uma tarefa recebida na escola, pergunta a Kika quem é o pintor baiano que tem 105 anos e continua pintando. Por mais que pensássemos, não conseguimos atinar com a resposta, mas hoje a própria Laura trouxe a informação, dando conta de que ela se referia a Aldemir Martins, que não era baiano nem viveu um século entre nós, tendo sido contudo um grande mestre da pintura figurativa.
Mas ontem, enquanto queimávamos a mufa tentando entender o que minha neta queria, Pedrinho, com ares de grande entendido em artes plásticas, aproximou-se da irmã e questionou:
- Laura, como é essa pintura, é real, é surreal!?...
Gargalhei gostosamente.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

(off) Fiado só amanhã


Há algum tempo (pouco, na verdade), Laurinha tem se acostumado a fazer os deveres trazidos da escola aqui em casa, aproveitando que fico com ela e Pedrinho - e Ulisses, geralmente - enquanto Mamãe Sal dá banca aos meninos da vizinhança. Nesta tarde, minha neta vem da sala até meu escritório e solicita:
- Vovô, preciso que você pesquise no computador qual homenagem que fazemos em novembro.
Faço o que ela me pede e digito no Google a data de 2 de novembro. A menina colhe o resultado e já vai saindo quando me lembro de que há outra data comemorativa naquele mês e indico o 15 de novembro. Laura lê sobre a proclamação da República, agradece e dispensa esta última sugestão de uma maneira que me faz rir:
- Só uma basta, vou ficar com o dia 2 mesmo, o dia dos fiados!

sábado, 9 de setembro de 2017

(off) Gastança


"Pearl's Peril" é o nome de um joguinho de que gosto muito no Facebook. Curiosamente, foi Laurinha quem mo apresentou e minha neta costuma dizer que o jogo é dela. É um jogo que permite, ao decifrarmos alguns enigmas e cumprirmos certas provas, obter moedas e cédulas com as quais "compramos" itens valiosos e passagens para as sucessivas fases. Pois bem, até ontem eu tinha mais de 40 cédulas guardadas antes de Laura me pedir permissão para brincar no computador. Num dos momentos em que entrei no escritório, minha neta me avisou:
- Vovô, estou fazendo um mini zoológico aqui.
Olhei e ela estava reunindo quase todos os animais espalhados pela "ilha" num lugar só. Exclamei "legal!" e me retirei. Hoje, porém, ao abrir a página do jogo percebo que só me restavam 11 cédulas! A menina, não contente em redecorar minha "ilha", fez a compra de outros animais. E pagando bem caro!

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

(off) Lições de Pedrinho



Meu neto Pedro - agora, com Ulisses na família, já não posso usar o nome do primeirão num aposto - é um menino antenado com as questões do momento e por duas vezes pudemos atestar esse fato nesta semana. Começou quando o Tio Caio veio aqui, na segunda-feira, e deteve-se a brincar com o sobrinho quando este veio tomar sua vitamina vespertina, junto com Laurinha. Então Caio abraçou-o e começou a dizer o quanto gostava dele, recordando o sentimento geral na ocasião em que Pedro veio ao mundo, por ter sido muito aguardado. Foi então que meu garoto desabafou:
- Mas depois veio Laura e tomou o protagonismo!...

***

A segunda lição aconteceu dois dias depois da visita de Caio, quando Mamãe Sal contou a seus filhos que os levaria para visitar a Campus Party, a grande feira de informática realizada pela primeira vez em Salvador. Talvez Sal pensasse que a proverbial distração de Pedro ainda estivesse "valendo" e por isso perguntou:
- Você vai gostar de conhecer uma coisa que só fala de informática:
Para sua surpresa e graça, que repartiu conosco, Pedrinho, às vésperas de completar seu nono aniversário, saiu-se com esta:
- Claro, Mamãe! Qualquer menino de minha idade gosta de informática!

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

(off) Balé aleatório



Laurinha voltou injuriada de sua última aula de balé, na escola, segundo o Dindo Caio contou a este avô. A menina desceu do carro chorosa, com cara de poucos amigos e foi assim que meu filho a encontrou, ao chegar na casa de Sal, onde almoçou, na companhia da irmã e das crianças - Ulisses já havia partido para Stella Maris com a Vovó Lea. Mas Caio quis saber o que chateava sua afilhada e Laura desabafou, reclamando de uma coleguinha do balé, onde ensaiam uma apresentação:
- Ela já era a Fada Madrinha e agora quer ser também a Cinderela!
Caio, que tem no currículo alguma experiência cênica, tentou apaziguar a raiva naquele coraçãozinho confrangido dizendo-lhe que no teatro era assim mesmo, que a coleguinha ficaria marcada só pela personagem escolhida enquanto Laura poderia ter vários papéis à disposição, no futuro. Minha neta pareceu acalmar-se e então seu Dindo lhe perguntou:
- Qual foi o papel que lhe deram?
E Caio riu quando Laurinha respondeu:
- Uma personagem aleatória que faz "assim" e aponta o dedo para ninguém!

domingo, 23 de julho de 2017

(off) Barganha


Parei, um pouco, de registrar aqui as tiradas de Pedro e Laura porque em verdade meus netos mais velhos, já chegando ao fim da primeira infância, têm deixado pouco espaço para a alma se manifestar, agora que a mente racional começa a tomar o controle da situação. Resultado: pouco tenho gargalhado ultimamente. Mas na sexta-feira que passou eu pude me divertir um pouquinho com Laura e vou contar como foi. Primeiramente, devo dizer que a duplinha continua alimentando muita fantasia naquelas cabecinhas, porque não desgrudam da TV, e são fascinados pela tecnologia dos videogames, de modo que não perdem uma chance de explorar joguinhos no celular ou no computador, o que só lhes é permitido nos fins de semana. Assim, Laurinha, estando aqui em casa com Pedro, cansada de apreciar os desenhos animados, vem ao meu novo escritório fazer-me uma proposta:
- Vovô, posso ficar com seu celular?
Finjo ser durão e não cedo de imediato, antes negociando a cessão do aparelho:
- Se você me der duas justificativas sérias e convincentes eu posso pensar em seu caso.
E minha neta se esforça oferecendo-me uma desculpa plausível para obter o objeto de seu desejo, mas as outras eu recuso peremptoriamente e insisto que seja uma justificativa sensata. A menina, então, me sai com esta:
- Ah, é porque eu te amo?
E o celular mudou de mãos.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

(off) Acidente


No afã das brincadeiras com o primo, Ulisses, Laurinha grita um "ai!" lá na sala e daqui de meu novo escritório eu escuto a lamentação chorosa; mas é a Vovó Bia quem vai observar o acontecido. Não demora muito e minha neta vem até mim, com seu priminho na dianteira. Laura, no entanto, não se queixa, talvez esperando que eu a interrogue para só então desabafar:
- Ulisses bateu a cabeça dele na minha boca.
Abraçando-a, pergunto, sabedor do grau de ciúme que ela manifesta em relação ao primo:
- Foi porque ele quis?
Assim, a resposta já era a esperada:
- Eu acho que foi!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

(off) Por enquanto...

Agora é só faz de conta, mas depois ela poderá escrever sentenças, receitas, peças teatrais, roteiros cinematográficos, artigos literários, técnicos ou científicos, poderá desenhar plantas... tudo sob a inspiração da ordem e do progresso.


domingo, 2 de outubro de 2016

(off) "Acontece que eu sou baiano..."


Às vezes eu me assusto com o quanto Pedrinho é desligado, ao ponto de não atinar com as situações mais básicas da vida, naquilo que diz respeito a cada indivíduo em seu "aqui e agora". Ele simplesmente não presta atenção ou não se interessa a essas questiúnculas tão importantes do dia a dia. Para se ter uma ideia, fazendo o dever de casa, num desses dias, meu neto embatucou na questão sobre qual é o estado onde ele mora. Perguntando a este Avô, fiz questão de, pedagógica e socraticamente, inquiri-lo acerca de sua condição, oferecendo algumas dicas que, eu pensava - poderiam fazer com que raciocinasse a partir deste diálogo:
- Onde você mora, Pedro?
- Em Salvador.
- E Salvador é a capital de qual estado?
Ele foi franco:
- Não sei.
Voltei à carga:
- Por qual time você torce?
- Bahia!
- E o Bahia representa qual estado?
- Não sei.
Tentei facilitar a questão, mas só compliquei o entendimento do menino:
- O Bahia é de São Paulo ou de Pernambuco?
- Acho que é de Pernambuco...
Como não desse certo meu estratagema, voltei ao básico:
- Onde você nasceu, Pedro?
Essa ele sabia:
- Em Salvador.
- E quem nasce em Salvador é o quê?
Os olhinhos dele brilharam:
- Baiano!
- E onde vivem os baianos?
Essa última pergunta, agora reconheço, não foi tão bem elaborada assim, porque os baianos não vivem todos aqui e por isso meu neto ficou na estaca zero:
- Não sei...
Mas Laurinha, muito da espevitada, intrometeu-se:
- Eu sei, posso ajudar?

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

(off) Sons e risadas

A imagem pode conter: 1 pessoa, em pé e filho

Saí com Laurinha agora à tarde para tomar umas providências e, na volta para casa, passei pelo armarinho a fim de comprar papel - e armarinho, como se sabe, vende de um tudo e lá minha neta se apaixonou por uma flautinha doce que me obrigou a adquirir. Desse modo, o caminho foi feito à base do som mais suportavelmente desafinado que se possa imaginar. Num trecho da estrada, Laura interrompeu sua tocata para me indagar acerca de certo cadáver observado na rua:
- Vovô, o que é isso?
Respondi-lhe que era um rato morto e a menina exclamou num misto de surpresa e nojo:
- Nossa!
Mas logo se recobrou e manifestou a dúvida:
- Mas ele está com o olho aberto!
Não sei como pôde ela observar esse detalhe, tão rapidamente passamos pelo defunto, mas ri por dentro e aproveitei para fazer uma gracinha:
- É que ele morreu vivo!

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

(off) Identidade

No afã das brincadeiras em que se envolvem prazeirosamente, por vezes Pedro e Laura costumam exagerar e por isso vêm as queixas, como a que Laurinha me trouxe dia desses:
- Vovô, Pupu fez assim em mim - e apontou para a barriga, indicando que o irmão a empurrara.
A menina pronunciou a expressão "em mim" como se tivesse apenas as letras i e m, dando-me a deixa para, por minha vez, testar os conhecimento dela:
- Foi "imim" ou "nimim"?
Mas Laurinha não perde o rebolado e retruca:
- Na irmã dele, que sou eu!

(off) Juntos e misturados

Resolvidos a almoçar no shopping, lá fomos nós - as três crianças, Mamãe Sal, Vovó Bia e este Avô -, a fim de comemorarmos assim, em "petit comité", mais uma primavera da Vovó de Ulisses, Laura e Pedro. Depois de servir os meninos mais velhos com o prato de que mais gostam em seu restaurante favoritos - a comida especial de Ulisses foi levada de casa mesmo -, mudamos para uma casa de repasto mais ao gosto da aniversariante, sob o patrocínio de Sal. Uma vez instalados, as mulheres vão preparar seus pratos e fico tomando conta dos petizes e isso deixou Laurinha curiosa:
- Vovô, quem vai comer agora?
Como a situação é óbvia, não me preocupo tanto com a pergunta da menina e respondo sem muita contemplação:
- Os adultos.
Mas minha neta volta à carga:
- E você?
Sem atinar com o pensamento dela, respondo com simplicidade, enquanto seguro Ulisses:
- Eu também sou adulto.
É então que Laura arremata seu raciocínio, fazendo-me rir mais uma vez com essas insinuações "maldosas" de meus netos:
- Não, Vovô, você é velhinho!

quarta-feira, 25 de maio de 2016

(off) Para alguma coisa

Laurinha tá que tá com sua rebeldia. Quando Ulisses está aqui em casa, ela quer porque quer fazer-se a babá do primo e pouco adiantam as recomendações deste avô e da Mamãe Sal no sentido de fazê-la entender que o menino deve ficar livre para se movimentar. Ainda há pouco, o Vovô a mandou para o quarto porque Laura engatinhava sobre Ulisses e o fez desequilibrar-se e cair. Ela foi chorando e nesse momento seu Dindo Caio chegou e, ouvindo-a chorar, foi vê-la, perguntando o que tinha acontecido. Chorando ela disse qualquer coisa ininteligível e Caio insistiu na pergunta e assim Laurinha esclareceu:
- Veja a placa!
Era a placa da maçaneta da porta, que em um lado dizia "pode entrar" e, do ouro, "não pode". Caio caiu na gargalhada.
Depois, Sal até ela para mais uma conversa séria sobre comportamento e a menina lamentava-se afirmando não servir para nada mesmo. Na sala, ouvindo a conversa, Caio questionava Pedrinho sobre a condição da irmã:
- É verdade, Pepeu? Laura não serve para nada?
O irmão, compadecido, saiu em defesa de Laura:
- Ela serve para alguma coisa, sim! Ela serve para entrar em meu quarto e desarrumar minhas coisas...
E antes que ele continuasse, Caio mais uma vez gargalhou e tudo terminou em diversão.


quarta-feira, 11 de maio de 2016

(off) "Tia" Vel


Não há como negar que meus netinhos, especialmente Laura, afeiçoaram-se bem mais às pessoas que aos assuntos abordados nas aulas de evangelização infantil no Centro Espírita (mas ainda são pequenos e quando amadurecerem mais um pouco conseguirão assimilar esses conceitos). Uma dessas pessoas foi a "tia" Verônica, que Laurinha tratava simplesmente de "tia Vel". Ela precisou desfalcar a equipe e a saudade invadiu o coraçãozinho da menina. Ananias, outro evangelizador, também cativou a simpatia de Pedro e Laura e ele também havia deixado a função no início deste ano, retornando recentemente. Dei a notícia aos meninos quando conversávamos sobre o comportamento deles nessas aulas:
- Sabem quem voltou? Tio Ananias!
Mamãe Sal reforçou o estímulo:
- Que bom, não é, Laura?
Minha neta, contudo, foi sincera:
- É bom, sim, mas eu preferia que fosse tia Vel...