sexta-feira, 16 de setembro de 2016

(off) Sons e risadas

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Saí com Laurinha agora à tarde para tomar umas providências e, na volta para casa, passei pelo armarinho a fim de comprar papel - e armarinho, como se sabe, vende de um tudo e lá minha neta se apaixonou por uma flautinha doce que me obrigou a adquirir. Desse modo, o caminho foi feito à base do som mais suportavelmente desafinado que se possa imaginar. Num trecho da estrada, Laura interrompeu sua tocata para me indagar acerca de certo cadáver observado na rua:
- Vovô, o que é isso?
Respondi-lhe que era um rato morto e a menina exclamou num misto de surpresa e nojo:
- Nossa!
Mas logo se recobrou e manifestou a dúvida:
- Mas ele está com o olho aberto!
Não sei como pôde ela observar esse detalhe, tão rapidamente passamos pelo defunto, mas ri por dentro e aproveitei para fazer uma gracinha:
- É que ele morreu vivo!

(off) Viva Peu!

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Hoje, todas as atenções e todas as homenagens da família são para Pedrinho, que completa nesta data seu oitavo aniversário. Parabéns para ele. De minha parte, quero reafirmar aqui meu amor e minha admiração por este primeiro neto que no passado foi um presente ansiado e na atualidade é o futuro que se esboça generoso e responsável.

(off) Ulissidades

Aos pouquinhos, torna-se possível relatar aqui as gracinhas de meu mais novo netinho, o pequeno grande herói Ulisses, cujo nome, é bom não esquecer, é tirado de uma bela história da mitologia grega. Com pouco mais de um ano, nosso bebê ainda não fala português, de modo que, para nós, quase tudo quanto ele pronuncia parece grego também. Mas a arguta Mamãe Ananda já percebeu algumas peculiaridades do falar ulissiano e na semana passada fui informado de que certas expressões usadas pelo garoto têm razão de ser. Segundo minha filha, na voz de Ulisses "babá" cabe bem na Tia Sal, que toma conta dele durante a semana; com a palavra "papá" ele se refere ao Papai Gabriel, como parece óbvio (Ulisses não chama a própria mãe de mamãe, mas de Ananda mesmo!); já a este Avô o menino trata por "Dadá", disse-me a mãe dele, o que me intrigou. Depois de refletir um pouco, compreendi que Ulisses me chama assim porque não lhe nego nada do que me pede...

(off) Aula

Na semana passada, Laurinha estava brincando com João, o filho da vizinha, tia Dani, quando cheguei no edifício onde eles moram - por sinal, vizinho ao meu. Fui ver Ulisses e passamos a ser quatro na brincadeira com uma bola de futebol, para a alegria incondicional de meu terceiro neto. Mas eis que chegam a amiguinha Lara e sua mãe, outra tia Dani. Esta menina trouxe os deveres de casa para fazer enquanto sua genitora se entretinha com a xará, mãe de João, e isso inspirou minha neta, que correu até em casa e também trouxe seus livros e lápis para cumprir a proposta escolar. Abrindo uma pasta, Laura explicou à amiga que seu dever envolvia a disciplina de Ética. Lara estranhou:
- Ética?
Laurinha confirmou e eu, ouvindo a conversa, achei de meter o bedelho e perguntei à menina:
- O que é ética, Laura?
A resposta foi desconcertante e fiquei pensando se nela não havia um quê de presunção ou era apenas uma inocente sinceridade, porque minha neta simplesmente disse:
- É o que eu sou!

(off) Vanitas, vanitatem (*)


Na terça-feira, ainda que extemporaneamente, Mamãe Sal promoveu a comemoração do oitavo aniversário de Pedrinho reunindo os amiguinhos dele no parque de um dos shopping centers de Salvador. Meu neto realizava assim um de seus sonhos de infância. Ali, junto com João Victor, Lara, Laura, Alice, Luana, Luna, Maria Júlia, João Alexandre e outras crianças, Pedro divertiu-se testando os mais diferentes brinquedos mecânicos e eletrônicos, na companhia do Tio Caio e do dindo Gabriel. Mas o menino não chegava perto de um dos brinquedos e por isso Caio o questionou, recebendo de volta uma resposta tão engraçada quanto reflexiva:
- Você não gosta de jogos de luta, Pedrinho?
- Não, eu sou muito vaidoso!

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(*) A expressão que dá título a esta postagem significa, em latim, "vaidade, tudo é vaidade".