sexta-feira, 31 de outubro de 2014

(off) Lepo?

A música é elemento constante na vida dos meninos e até na escola essa inclinação é percebida ao ponto de a diretora pedagógica de lá ter revelado a este avô que uma vez Pedrinho solicitou da professora de música a letra de uma das composições utilizadas em certa apresentação. Esta noite, o Papai Alexandre Lucas entreteve-se com as crianças ouvindo músicas na tabuleta de Pedro, que nesses momentos, contudo, só tem uma solicitação a fazer. E depois de ter ouvido umas três vezes sua música preferida, o menino insiste no pedido, ao receber o estímulo paterno:
- Lepo!
Alexandre, no entanto, reclama com ele, perguntando se o menino não se cansa de ouvir sempre a mesma coisa - e este avô também se mete na conversa, argumentando que já no título a música tem dois lepos:
- Quantos lepos você quer ouvir? - inquire Alexandre, para ouvir de Pedrinho uma resposta bastante arguta:
- Eu só disse "lepo".

(off) Bronze

Pedro e Laura estão muito acostumados a sair de carro e por isso resistem muito a caminhar até o ponto de ônibus. E como o carro do Papai Alexandre Lucas está na oficina, depois de encontrado avariado após ser tomado de assalto, andar tem sido uma necessidade. No final desta manhã, para atender a um compromisso com a Mamãe Sal, logo que os meninos chegaram da escola Alexandre e este avô descemos com eles com destino a um dos shopping centers da cidade. Mas logo Laurinha reclamou do sol escaldante, pelo que seu pai procurou contemporizar fazendo este convite:
- Vamos pegar um bronze?
Minha netinha, porém, é muito atilada e retrucou:
- Vamos pegar um táxi?


quinta-feira, 30 de outubro de 2014

(off) Pedro e Laura

Após chegarem da escola e tomarem banho, os dois sentam-se à mesa para o almoço, felizes por lhes servirmos o prato preferido. Cá do sofá, presto atenção na dupla, sentada de costas para mim. Estimulado por uma conversa com a coordenadora pedagógica da escola deles, lanço uma pergunta provocativa a Pedrinho:
- Pepeu, você quer tocar um instrumento?
Ele volta-se para mim e dispara:
- Eu quero tocar bateria!
Não era o que eu esperava, pois pensava no máximo numa guitarra. Mas aí Laurinha se intromete na conversa:
- Pupu, você não pode tocar bateria!
Quem disse que não? Pedro, portanto, reage:
- Eu posso, sim!
Mas a irmãzinha dele reforça o aviso, para minha gargalhada:
- Problema seu, ela vai bater na sua mão!


(off) Sobremesa

Laurinha adora umas pipocas do tipo canjica que costumo comprar, as quais ela batizou de "pipoca com gosto de milho". Hoje, após o almoço, ela quis provar mais um pouco dessa gostosura e atendi sua vontade, premiando-a por ter devorado todo o conteúdo de seu prato. Abri o saco de pipocas e derramei a metade numa tijela plástica e deixei Laura deliciando-se com a sobremesa enquanto via TV. Algum tempo depois, ela vem até mim e apresenta tijela quase vazia, exclamando:
- Quero mais.
No entanto, em vez de satisfazê-la, eu a inquiro:
- Quer mais? Mas você nem comeu tudo!
A menina olha com algum desdém para a tijela e, antes de dar meia volta e seguir em direção ao quarto, explica-me:
- Eu quis dizer quero mais, não!


(off) Porcentagem

Pedro, apesar de ter grande afinidade com letras e números, ainda não aprendeu a racionalizar frações e, nesse âmbito, também não tem muito clareza quanto às noções de percentagem. Da mesma forma, ele de vez em quando deixa a desejar no tocante à alimentação, apresentando-se mais magro que Laurinha. Faço todo esse preâmbulo para lembrar que dias atrás, antes de sair para um compromisso, preocupei-me em perguntar a meu neto se ele estava com fome. Como sua resposta fosse negativa, aproximei-me dele, apertei-lhe a barriguinha e insisti:
- Sua barriga está cheia?
Ele procurou me esclarecer matematicamente:
- Minha barriguinha está quatro por cento vazia!
Ri e fui embora...


(off) Escanteio

Ao chegar, ainda há pouco, aqui em casa, para início de mais um dia com intensa atividade escolar, Pedrinho me vê sentado com o laptop no colo e se aproxima. A tela mostra o Facebook aberto e vejo a postagem do amigo João Fernando Gouveia ilustrada pela foto abaixo, feita no dia do lançamento de meu livro "O Chamado", ocasião em que principalmente Pedro teve participação ativa, até mesmo fazendo pose para fotografias ao meu lado. Então o menino estica os olhos, presta bastante atenção na imagem na tela do computador e me faz gargalhar com seu comentário:
- Puxa! Eu fui substituído?


segunda-feira, 27 de outubro de 2014

(off) Mosquito de morte

Vovó Mara manifestou preocupação com a tal febre "chikugunya" que assola Feira de Santana e por isso vê-se às voltas com os mosquitos que tenta matar para reguardar os moradores de sua casa. Não faz muito tempo, ela telefonou para cá, a fim de falar com Mamãe Sal e Vovó Bia. Quando soube que era a vovó Mara quem ligava, Laurinha correu para perto do telefone e pediu para falar com a vovó feirense de quem tanto gosta. E assim que pôs o fone no ouvido, a menina inquiriu:
- Vovó Mara, o mosquito já foi matado? Ele está morrido?


quinta-feira, 23 de outubro de 2014

(off) É pouco!

Laurinha desceu aos prantos, queixando-se de perder o divertimento no shopping após Mamãe Sal, incomodada com a malcriação da menina, tê-la ameaçado de levar somente o irmão para o prometido passeio. Consolo-a em meio a uma reprimenda e a menina vai para o quarto, entreter-se com a TV. Mais tarde vou até lá e vejo a TV desligada e Laura ocupada em veztir um tal colete que a Vovó Bia enconrou para ela e outro igual para Pedro. Um vez vestida, Laurinha me pergunta o que achei e a elogio dizendo que ela está de parabéns. Mas minha neta me surpreende contestando:
- Parabéns é pouco, Vovô, eu mereço nota duas!

(off) Na ponta do lápis (II)

Coube ao Papai Alexandre supervisionar os deveres de casa junto a Pedro, depois que desincumbiu-se do acompanhamento de uma chorosa Laurinha. A cada folha de exercício, o menino deve escrever seu nome no cabeçalho, antes do da professora e da data. Mas Alexandre entendeu que Pedrinho não escreveu seu nome todo e ralhou com ele. Meu neto, contudo, tinha uma explicação a dar:
- Papai, esse espaço é muito pequeno e só deu para escrever Pedro Lucas Muniz. Não deu o Silva!


(off) Na ponta do lápis

Auxiliar Pedro e Laura nos deveres de casa costuma ser desafiador para quem se dispõe a essa tarefa. No entanto, para quem fica de parte, apreciando a tarefa, pode ser bastante divertido. É o que estou percebendo agora, enquanto vejo Mamãe Sal tentar ajudar Laurinha, uma vez que Pedro já não oferece tanta resistência. Sal sentou os dois à mesa e Laurinha pediu:
- Mamãe, você me ajuda?
Sim, Sal se prestou ao auxílio, mas a amenina errou alguma coisa e mereceu a observação materna. No entanto, a menina sacou uma justificativa para se isentar da culpa:
- Foi você que me ajudou!

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Nosso priminho "Lentilha"

Ontem Papai perguntou a Vovô Chico como vai ficar este nosso blog, agora que vamos ganhar um primo, que será outra personagem a ocupar este espaço virtual para relatar nossas peripécias. Será que Vovô, criador do blog, vai ter de mudar o nome daqui? Se ele mudar, talvez o nome seja assim: "Argúcia da pedra: Pedro, Laura e...". E quem? Como será o nome do nosso priminho? Dinda disse que ele é só um punhadinho de células dentro dela, um punhadinho do tamanho de uma lentilha, por isso estão chamando ele de "Lentilha", por enquanto, porque ela e dindo Gabriel ainda não chegaram a um acordo sobre que nome dar a ele. Eu quero que seja Júpiter!

(off) Vento

Esta tarde, pus Laura e Pedro sentados sobre minhas pernas enquanto assistíamos na TV mais um episódio do Bob Esponja. O menino é mais irrequieto que a irmã e a todo momento eu tinha corrigir a posição dele. No final do desenho animado, porém, Pedrinho jogou-se ao chão no exato instante em que Laurinha assoprava o ar. Então meu neto sentou-se no chão e gritou:
- Laura! Você me fez cair. Você sabe que eu não gosto de vento!

domingo, 19 de outubro de 2014

Mais um!

Eu e Laurinha vamos ter mais um priminho. Minha Dinda Nanda vai ter nenê e por isso Vovô Chico escreveu o texto abaixo, para mostrar toda a nossa alegria. Leiam:

***

A família vai aumentar: minha filha Ananda Muniz anunciou ontem que está grávida e com isso meu terceiro neto está a caminho. Para marcar a cerimônia, ela e Gabriel Morais, marido e agora pai felizardo, convidaram os respectivos pais e irmãos (da parte dele, só Guto não pôde comparecer) para um almoço e assim tornaram tudo oficial.
E foi um momento da mais bela e espontânea emoção, e eu fiquei ali, com os olhos marejados, vendo que todos na sala choravam de alegria ante a auspiciosa notícia. "Quem será que vem aí?" - comentei com meu filho, Caio. Quem será esse espírito que já provoca essa feliz comoção em duas famílias mal teve seu renascimento anunciado?
Não sei, não sabemos. Mas é certo que sua vinda representa mais que a felicidade de um casal que encontra num filho a realização de seus projetos sentimentais. Representa um acréscimo de misericordiosa responsabilidade em benefício de toda a família, o que só se manifesta em razão da confiança em nós todos depositada.
Que ele venha, pois, sabedor de que encontrará braços que o confortem e amparem; mentes que o orientem para o bem; e corações que o amem devotadamente, correspondendo à vontade de Deus, que envia seus filhos para que deles cuidemos e, como diz Gibran, vendo-os como flechas, lancemo-los ao mundo, sendo nós os arcos manejados pelo Divino Arqueiro....

(off) Tabuleta

Pedro e Laura dormiram aqui em casa essa noite, acomodados convenientemente no sofá. De manhã cedo, porque foi o primeiro a dormir, Pedrinho foi o primeiro a levantar-se e se aboletou em minha cama, fazendo tudo para que eu despertasse de meu sono pesado, e antes das seis horas! Quando enfim acordei, o menino comentou seu interesse matutino:
- Eu quero ir para a casa de minha mãe e de meu pai pegar meu tablet, é óbvio!
Mas logo em seguida Vovó Bia trouxe um dos livros de Monteiro Lobato e Pedro passou a folheá-lo, lendo principalmente as orelhas. Entretenho-me com ele apreciando as gravuras e lhe fazendo perguntas acerca da história e das personagens. Mas depois ele fecha o livro e o atira sobre as próprias pernas e me sussurra:
- Me ajude a pegar meu tablet!

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

(off) Queixa?

Ontem, a Mamãe Sal recebeu da escola onde Pedro e Laura estudam um bilhete solicitando que ela marcasse um horário para conversar na Diretoria sobre certo comportamento de meu netinho. Só foi possível agendar essa audiência para o dia 30 deste mês. Até esse dia chegar, nosso exercício é especular quanto ao motivo dessa conversa, porque não conseguimos obter nada de concreto através do menino. Teria sido alguma má conduta, desrespeito à professora ou a algum dos coleguinhas? Desatenção nas aulas? Que será que houve? Assim, ontem à noite, enquanto voltavam de mais um passeio, a bordo do carro do Papai Alexandre, Vovó Bia procurou interrogar Pedro sobre a razão da "reclamação" escolar:
- Fale, Pedro, houve alguma briga na escola?
Mas Pedro, muito seriamente, surpreendeu-se ante a insinuação da avó e respondeu muito divertidamente:
- Briga? Eu? Na escola? Não teve briga! Por que brigar?


quarta-feira, 15 de outubro de 2014

(off) Conceito

Ontem à tarde nós fomos a Mata de São João, para entregar parte da tiragem do livro "O Chamado" que cabe ao Centro Espírita Nosso Lar. Antes da viagem, perguntei a Pedrinho se queria ir e ele deu uma de filósofo, interpretando o convite:
- Mata de São João? Tem muito São João lá e eu não gosto de São João - disse ele, referindo-se aos barulhentos festejos de junho. Mas eu tinha um trunfo:
- E você não quer ir a Mata?
Então a curiosidade dele se acendeu:
- Eu nunca fui a uma mata...
E lá fomos nós, a bordo do carro do Papai Alexandre. Em Mata, revimos Mamãe e Bebé. Mamãe confessou-se impressionada com o desenvolvimento de Laurinha e a certa altura comentou isso com Pedro:
- Sua irmã está uma moça!
Meu neto, compenetrado como ele só, fez coro à observação de sua avó emprestada, mas de forma a me fazer rir:
- Sim, uma moça de quatro anos!


(off) Amor explícito III

Espero não ficar demasiadamente cheio de mim ou provocar constrangimentos ao falar desse amor de Laura. Mas os episódios se sucedem com tal graça que seria maldade minha não dividi-los com vocês. Eis um exemplo do fato de que Laura não esconde de ninguém sua preferência pelo avô, relatado pela amiga Marilene, a "mulher do transporte", que ouviu Laura e Pedro comparando seus afetos. Segundo Marilene, a iniciativa partiu das próprias crianças numa das idas ou voltas da escola, a bordo do carro dela. Assim é que Pedrinho revelou sua predileção pela Mamãe Sal e chegada a vez de Laura, a menina pronunciou-se desta forma:
- Eu tenho um amor assim bem apertado, bem apertado, beeeem apertado por meu avô.
Marilene achou graça e quis saber quão apertado era esse amor e Laurinha a satisfez plenamente, ao ponto de provocar uma sonora gargalhada:
- É como uma roupa que não é nossa!


(off) Amor explícito II

Não faz muito tempo, este avô pajeava Pedro e Laura à noite, esperando que eles dormissem a fim de descansarem o corpo e a mente para as atividades escolares que os aguardavam no dia seguinte. Desse modo, bem alimentados e necessariamente higienizados, levei-os para casa e, enquanto aguardávamos a volta de seus pais, ocupados, como professores que são, com as respectivas aulas noturnas, pus música para eles ouvirem. Pedro logo adormeceu, mas Laurinha ainda se encontrava agitada e a todo instante eu lhe pedia que aquietasse, que fechasse os olhos e dormisse. A menina, no entanto, queria conversar e tentava justificar sua demora em entregar-se a Morfeu. Depois, confessou a razão de sua intranquilidade momentânea:
- Sabe o que é, Vovô? É que eu não quero que você vá embora, porque eu adoro você!
Sorri, dei-lhe um beijo e ela adormeceu...


sábado, 11 de outubro de 2014

(off) Ora bolas!


Comprei um par de chuteiras para Pedrinho, em respeito ao dia dedicado às crianças. Mas não dei o presente a ele diretamente, preferindo promover um desafio do tipo detetivesco, espalhando pistas pela casa e fazendo com que o menino, tendo despertada a curiosidade, encontrasse o mimo. Sim, Laurinha não foi esquecida e o presentinho dela também foi escondida, mas de forma que fosse o primeiro a ser encontrado pelo irmão. E isto aconteceu ontem mesmo e só me dei conta do fato quando Laura veio me mostrar o presente que Pedro havia lhe dado. E foi tudo, porque eu não contava com um fator impeditivo na brincadeira: o vento, que soprou pela janela e levou à perda duas das dicas que eu havia preparado. Por essa razão Pedro teve interrompida sua investigação.
Mas o Laurinha me apresentou seu presente, dizendo que seu irmão tinha sido o autor da proeza, eu questionei o menino sobre como ele havia encontrado a sacolinha:
- Eu li os bilhetinhos - disse ele.
Então pedi a ele que mostrasse a sequência de leitura e descobri que uma das dicas ele não percebera, justamente a que remetia para aquelas duas que o vento havia desmanchado. Pois bem: louvei a acuidade metal de meu garotinho e deixei-o distrair-se vendo TV enquanto fui refazer as pistas faltantes. Mais tarde Pedrinho recebeu novo estímulo e - voilá! Ei-lo com a caixa das chuteiras nas mãos! É claro, ele ficou muito feliz, mas o fato é as chuteiras são utilizadas como sapatos, pois nosso netinho não demonstra ter nenhuma familiaridade com a bola, de modo que dificilmente teremos em casa um ás do futebol. E isto é tão evidente que ontem Vovó Bia comentou a observação de uma vizinha que viu Pedro brincar de bola com o filho dela. Segundo essa vizinha, Pedrinho não conseguia chutar a bola no gol, embora as traves estivessem junto de seus pés, o que a levou a comentar:
- Ainda bem que ele é inteligente, porque se fosse viver de futebol!...

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

(off) Carinho explícito

Quando Laurinha chegou aqui em casa, esta manhã, bem depois de Pedrinho, eu estava lavando o banheiro e Vovó Bia costurava na sala. Foi a sua avó que a menina primeiro cumprimentou, portanto, dirigindo a ela um "bom dia" que Bia considerou "chocho". Em seguida, Laura demandou o quarto, onde a esperava o habitual copo de vitamina e seu irmão de há muito via TV. Mas ao passar pela porta do banheiro minha netinha me vê e para para me cumprimentar, o que faz efusivamente:
- Vovô!!! Bom dia!
Respondo ao cumprimento, beijo-a e ela segue. Em seguida, Vovó Bia levanta-se e vai até o quarto e interroga Laurinha:
- Quer dizer que, para mim, é um bom-diazinho assim, mas para seu avô é esse contentamento todo, não é?
Ouvindo a queixa, Laurinha - disse-me Bia depois - procurou se justificar:
- É que eu gosto dele um pouquinho mais...

(off) Divindade

As crianças têm noções bem peculiares a respeito de quase tudo e tais noções são de uma simplicidade desconcertante. De nossa parte - dos adultos - fica a responsabilidade do aprendizado ou a alegria do divertimento, de preferência, unindo uma e outra. Digo isto para comentar um episódio envolvendo Pedro e Laura no início desta tarde, quando almoçávamos. Alguém, a certa altura, falou em Deus e por isso perguntei a meu neto:
- Quem é Deus, Pedro?
O menino não se fez de rogado e apesar de estar parrticipando das aulas de evangelização no Centro onde trabalho, deu um parecer beirando a incredulidade:
- É uma pessoa imaginária!
Mas ao ouvir a opinião do irmão, Laurinha gritou, protestando, fazendo-nos rir muito:
- Não é, não! É uma luzinha azul!

(off) Fantasia

Nesta manhã, Pedro e Laura tiveram de ir fantasiados para a escola, porque esta, comemorando a semana do Dia das Crianças, promoveu - disse-me Laurinha, no retorno - uma discoteca da qual participariam os alunos trajando fantasias. Assim, Pedro apareceu aqui em casa trajado como um mago mirim, com chapéu pontudo, uma capa e uma varinha característicos da personagem que ele vivia. Laurinha, por sua vez, trajava um vistoso vestido amarelo "de princesa" e tinha até mesmo sapatinhos e uma tiara brilhantes. Quando voltaram para casa, Mamãe Sal e o Papai Alexandre os levaram para almoçar no shopping e este avô foi junto.No carro, respondendo à mãe, que quis saber o como os coleguinhas viram sua fantasia, Pedro nos fez rir:
- Eles disseram que eu era um mago "magavilhoso"!
Ao deixarmos o elevador, em demanda do restaurante, Pedrinho, bom observador que é, comentou, brandindo no ar a tal varinha:
- Estou parecendo o Harry Potter, só faltam os óculos!

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

(off) Sorriso maroto

De vez em quando, Pedrinho põe no rosto um sorrisinho matreiro que me cativa sobremaneira. Ainda há pouco ele me presenteou com um desses, logo que subiu de volta para casa, após alguns minutos brincando lá embaixo com Laurinha e os amigos da vizinhança, sob o olhar vigilante da Vovó Bia. Sentando-se ao meu lado no sofá, exibindo esse tal sorriso, pergunto-lhe, também sorrindo, o que houve para ele subir tão cedo, mas ele entende outra coisa e me diz:
- É o sorriso de sempre.

domingo, 5 de outubro de 2014

(off) Amor

Depois que os pais de Pedro e Laura reataram sua relação, os meninos perderam um pouco do espaço que tinham na cama da Mamãe Sal, que esta manhã nos contou um episódio de puro afeto vivenciado com Pedrinho. Porque Laurinha dormira com os avós, conquistando esse direito à custa de muito esforço, e também porque a noite de sábado foi bastante fria, na madrugada Sal transportou Pedro para o quarto do casal, fazendo Alexandre abrigar-se na cama de Laura. Pela manhã, ao acordar, meu neto estranhou o local e perguntou a Sal:
- Eu dormi a noite toda em sua cama?
E como minha filha confirmasse a suspeita do menino, Pedro comentou:
- Você me ama mesmo!


(off) Na urna

Pedro e Laura também foram votar, acompanhando o Papai Alexandre Lucas, que cumpre seu dever cívico lá longe, em Stela Maris. Ficaram felizes ante o convite para o passeio dominical, principalmente em razão de um prazer inigualável que Pedrinho queria só para ele e por isso implorou ao pai:
- Papai, você me deixa apertar o botão?

***

Na volta para casa, Mamãe Sal interroga seu rebento:
- Então, você gostou de votar?
- Gostei.
- E em quem você votou?
E Pedro, mais uma vez, surpreende:
- Em meu pai!

***

Um pouco mais tarde, nosso menininho, mostrando, mais uma vez, que sabe dar tratos à bola, faz esta refflexão junto à mãe:
- Mamãe, já pensou se eu votasse assim: "vote em Pedro para governador"?

***

(Será que é uma previsão?)


quinta-feira, 2 de outubro de 2014

(off) Febre

Aviso aos amigos e demais interessados em minhas condições de saúde que este avô encontra-se muito bem disposto, sem nenhuma alteração orgânica que cause preocupação ou intervenção médica de algum tipo. Esta informação se deve ao comentário que minha neta, D. Laura, fez esta manhã quando ouviu na TV uma reportagem acerca da febre chikunguyia que assola Feira de Santana e outras cidades baianas. Depois de prestar atenção no nome dessa doença epidêmica, Laurinha se assustou:
- A doença de meu avô?




(off) Ecos da cantoria

Ao falar do encontro cantante promovido por minha comadre Angélica, eu disse também que ela dedicou uma música a Laurinha e chamou minha netinha para cantar junto dela a música "Anunciação", de Alceu Valença. O que não contei, por esquecimento, é que quando recebeu o microfone para fazer duo com Angélica Laurinha comportou-se de maneira a nos fazer rir. É que da música ela ainda não conseguiu decorar toda a letra, de modo que ao cantar o refrão a menina, com toda a sem-cerimônia das crianças, propagou aos quatro cantos sua versão pessoal, cantando assim:
- Tu vens, tu vens, eu já estou no teu quintal!...


quarta-feira, 1 de outubro de 2014

(off) Novas artes de Laura

1.
Na segunda-feira à noite, Laurinha volta-se para a mãe dela e pergunta:
- Mamãe, que dia é hoje?
- Segunda-feira.
A menina exulta:
- Ah, que bom!
Mamãe Sal estranha:
- Por quê?
- Porque amanhã é terça-feira.
- E o que tem isso?
- É que eu detesto quarta-feira, que é dia de fruta na escola e você manda aquele "danoninho" que não me alimenta!
- E por que você não come fruta?
- Você sabe que eu não gosto!


2.
Ontem à noite, Pedro e Laura acompanharam o Papai Alexandre Lucasquando este atuou como "médium de transporte" para Mamãe Sal, que ia trabalhar; Dinda Nanda, que voltava para casa; e para este avô, que dirigia-se a mais um compromisso numa casa espírita. No caminho, Laurinha combinava com Kika (minha filha Ananda Muniz) uma visita ao apartamento desta até o momento em que o carro chegou ao prédio onde Nandinha mora com Gabriel Morais e por isso as despedidas foram feitas apressadamente, antes que a combinação fosse concluída. Mas Laurinha é bem resolvida e assim, quando Kika desceu do carro, a menina disparou, para nossa gargalhada:
- Tchau, Kika, a gente se liga!