quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

(off) Dia "L"




Ontem ela foi dançar, em mais uma apresentação de balé com as amiguinhas da escola, no evento intitulado "A voz da mulher". Desta vez, com os ingressos muito caros, somente Mamãe Sal e Vovó Bia compareceram. Foi um domingo de alegria. Mas hoje será uma segunda-feira de festa, porque nossa menina, a princesa Laura, completa seu oitavo aniversário. Palmas para ela, que merece todo nosso amor, embora, como minoria entre dois meninos - o irmão e o primo -, julgue-se às vezes desprestigiada. No sábado, ela reinou absoluta aqui em casa, na volta do período passado com o Papai Alexandre, porque Pedro preferiu ficar por lá. Alimentada, dispensou a vitamina, mas fez um pedido:
- Vovô, posso ficar com seu celular?
O interesse eram os joguinhos que a divertem.
As noites de sábado, contudo, nós reservamos para o culto do Evangelho no lar e por isso, na hora aprazada, recolhi o celular das mãos dela e iniciei as leituras, entremeadas e finalizadas com as preces. No final desse trabalho, quando olhei para o lado onde Laura se encontrava vi que ela dormia, convencendo-me de que tanto a música quanto a prece são capazes de amansar algumas ferinhas...

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

(off) Lição

A imagem pode conter: 1 pessoa, criança

Na manhã de ontem levei Ulisses para brincar na pracinha do condomínio, pretextando que ele precisava tomar sol. Meu netinho havia chegado aqui em casa bastante feliz porque tinha aprendido a "fazer metrô" e queria mostrar sua nova habilidade aos avós e aos primos, além da Tia Sal. O tal "metrô" ele faz juntando em fila os bloquinhos de construção que a Mamãe Ananda lhe presenteou e assim fomos à pracinha para que este avô aplaudisse sua arte e engenharia. Enquanto brincávamos solitariamente, eis que chega uma avó com o respectivo neto, que depois eu saberia chamar-se Miguel, que esticou os olhos para a brincadeira de Ulisses e quis participar também. Meu neto, contudo, a exemplo de toda criança espiritual, mostrou as armas do ego e barrou as pretensões do novo amiguinho com um sonoro "não, é meu!". Em resposta, Miguel foi chorar junto à avó e nesse momento o avô assumiu a toga e foi educar o pimpolho, exigindo que Ulisses pedisse desculpas ao outro e dividisse parte dos bloquinhos. Para meu espanto, meu neto abraçou Miguel, dizendo "desculpe", e daí em diante os dois já eram os melhores amigos desta vida. Pois é, o Cristo está certo: "Deixai vir a mim as criancinhas, não as impeçais, porque o Reino dos Céus é para aqueles que se lhes assemelharem".

(off) Gostos


Ainda não consegui fazer com que Ulisses ao menos experimente a vitamina que faço "há séculos" para Pedro e Laura. Mas se eu "rebobinar" a memória, recordarei que quando meus filhos eram solteiros somente Ananda, mãe de meu terceiro neto, me acompanhava nesse hábito. No entanto, Ulisses se aproxima sempre que percebe minha movimentação para preparar a iguaria para os primos:
- Quero ajudar! - diz ele, disposto a ser carregado em meus braços e me auxiliar apenas observando o que faço, tecendo comentários próprios de sua condição infantil que me fazem rir muitas vezes.
Ontem, após a liquidificação dos ingredientes, enchi os copos de Pedro e Laura e, como sempre sobra um pouco, ofereci esse pouco a Ulisses e ele teve a mesma reação das vezes anteriores, mas com muito mais graça:
- Vovô gosta de vitamina; Ulisses gosta não!

(off) Palavrinhas mágicas



Minha filha Ananda, mãe de Ulisses, tem muito cuidado em fazer seu filho se comportar convenientemente junto às pessoas - assim como, de resto, Vovó Bia, Dindo Caio e Tia Sal. Desse modo, ensinam o menino a observar as regrinhas de ouro que regem a convivência, tornando-a agradável e harmoniosa. É preciso notar que essa semeadura dá frutos a médio e longo prazos, para satisfação dos familiares mais velhos. Mas quando o resultado vem a curto prazo, o resultado é o espanto e algumas gargalhadas. Foi o que aconteceu quando nosso menininho, levado pelos pais a uma festividade na casa dos avós paternos, reviu a bisavó e esta, interagindo com ele, apresentou-lhe um skate de brinquedo que havia sido de Pedro e convidou:
- Ulisses, venha brincar.
Meu pequeno grande herói ficou parado, olhando para ela, sem esboçar qualquer reação. A bisavó insistiu:
- Você não quer brincar?
E então Ulisses saiu-se com esta:
- Você não disse "por favor"!

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

(off) Homenagem musical


Pedro foi a primeira pedrinha que veio rolar no leito do rio que é minha vida de avô. A ideia da pedra costurando as manifestações de carinho depositadas aqui foi inspirada no nome dele, afinal, Pedro é pedra, conforme o conceito explicitado por Jesus, o Cristo. E antes mesmo que Pedro chegasse, já eu me envolvia em projetos demarcatórios, como este blog e o livro de poemas que jamais se publicou - e os versos estão espalhados por aqui. Depois veio Laura, seixo lapidado pela correnteza que me encontrou um pouco mais preparado para a segunda experiência, até que finalmente Ulisses se apresentou, trazendo-me muito mais contentamento do que seria de esperar. Não são pedras iguais, absolutamente; como os minérios que enriquecem o solo do planeta, cada um dos três netinhos tem uma tonalidade, uma cor e um brilho todo especial e assim os três se destacam ante meus olhos e meu afeto, sem preferências. Todos os três vêm contribuir com o preciosismo próprio para meu burilamento, que as pedrinhas de rio para isso servem, e nessa tarefa também elas se aperfeiçoam, aformoseando-se aos olhos do Criador. Falo dos três porque são os que aqui se encontram, porquanto o ciclo, aparentemente, ainda não se fechou e nesse sentido ouço a filha mais nova, mãe de Ulisses, falar em providenciar um(a) irmã(o)zinho(a) para meu pequeno grande herói...

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

(off) Duas gargalhadas


Ulisses, meu terceiro netinho, ainda está, em seus dois aninhos bem vividos, reconhecendo as coisas deste mundo. Seu vocabulário já é bem desenvolvido e ele já consegue dar ênfase a certas palavras e expressões, como fez hoje, enquanto via, pela enésima vez, um de seus vídeos favoritos do YouTube. Como divido a tela com ele, escolhendo o que também me interessa, e, que ainda não percebeu ser isso possível, estranhou quando usei o teclado para fazer uma nova postagem no Facebook e estrilou comigo:
- Eu quero ver isso aqui, tá bom?
Gargalhei, mas o que quero salientar é que meu neto foi hoje apresentado ao coco seco, que ele só conhecia na versão verde. Quando voltei do mercado e comecei a tirar as compras da sacola, Ulisses veio para perto e por isso, com o coco seco na mão, perguntei a ele o que era aquilo e sua resposta me fez gargalhar mais ainda:
- Madeira!

sábado, 18 de novembro de 2017

(off) Gosto




Quando dizem que as crianças prestam atenção em tudo é porque elas são naturalmente observadoras, por isso os pais - e avós! - devem se conscientizar de que as educamos muito mais pelos exemplos que damos do que através de belas lições teóricas que não correspondem ao comportamento habitual. Digo isso porque ontem, após acordar de seu sono vespertino, nosso pequeno Ulisses veio para perto mim, que estava sentado ao computador, e pediu colo, após ter tomado sua merenda. E quando vem para frente do computador, ele só quer uma coisa:
- Quer ver Peppa - diz, referindo-se à porquinha cor de rosa do desenho animado.
Assim, quando me forçou a mudar a programação do YouTube, meu neto comentou de modo bem jocoso:
- Vovô adora música; Ulisses gosta de Peppa!
Pois é.