segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

(off) De onde?



Ontem, enquanto pajeava Pedro e Laura, entretive-me com uma revistinha de passatempos e, sob o olhar da menina, resolvi um certo enigma, o que a fez perguntar, admirada:
- De onde você é?
Muito naturalmente, respondi "daqui mesmo", mas não era o que Laurinha queria ouvir e por isso ela voltou à carga:
- Não, de que país você vem pra ser tão inteligente!
Eu ri gostosamente...


(off) Lembranças inventadas?

Já contei aqui que Laurinha manifestou, aos dois anos de idade, a lembrança de uma vida passada, quando então eu fui filho dela. De vez em quando ela retoma o assunto e agora já incluiu a Vovó Bia entre os rebentos que teve naquela ocasião de seu passado remoto. Pois ontem a Mamãe Sal confidenciou a este avô que a menina, não faz muito tempo, revelou sentir saudade daquele tempo, declarando que eu uma vez lhe falei assim:
- Mamãe, na "outra vida" eu posso ser seu avô?
Eu ri, vendo nisso uma grande dose de pilhéria por parte de minha netinha afeita às coisas do espírito...


(off) Nota 10

Esta manhã nós felicitamos Laurinha - sim, ela retornou ontem para casa, trazida por tia Carol, embora contra sua vontade, pois a menina queria permanecer em Teodoro Sampaio. E a felicitamos por seu comportamento na Casa de Oração Bezerra de Menezes, durante a palestra que fui convidado a realizar antecedendo o lançamento de meus livro O Chamado e Lições do Evangelho para a Vida Prática. Toda a família estava lá prestigiando este avô. Durante os 45 minutos da falação, minha netinha mostrou-se colaborativa, atenta às recomendações que os adultos lhe fizeram, e só no final ela subiu ao tablado para me abraçar. Essa menininha está crescendo... E esta tarde, quando ela e Pedrinho foram deixados comigo, enquanto seus pais e Vovó Bia foram resolver não sei que problema no shopping, Laura veio me pedir água. Esperando o filtro encher o copo, ela me faz uma proposta:
- Vovô, abaixa!
Agacho-me junto a ela e ganho um beijo no rosto, que retribuo sensibilizado. Sorrindo, a menina se afasta e comenta, provocando-me risos:
- Todo mundo cuida de mim!...


sábado, 27 de dezembro de 2014

(off) O magrelinho e sua "magrela"

De volta a casa depois de breve temporada natalina em Feira de Santana, com direito a uma esticada até a cidade de Teodoro Sampaio, Pedrinho veio só, com o Papai Alexandre e a Mamãe Sal. Mas cadê Laurinha? Ficou por lá. Surpreendentemente, a menina não quis vir para Salvador, preferindo demorar-se mais um pouco na casa da tia Mila, em Teodoro; ela só retornará neste sábado, de carona com a tia/prima Carol. Mas Pedrinho trouxe algo mais: a bicicleta que, disse ele, um tal Noel lhe deu no Natal. Oxalá não conheçamos tão cedo os efeitos que a relação menino-bicicleta costuma provocar em braços, pernas e cabeça...


(off) Menino presente

Esta tarde, conversando com a Dinda Ananda Muniz e o dindo Gabriel Morais, ouvi deles que há pouco tempo eles ouviram Pedro dizer que seria um menino colaborativo quando "Júpiter", meu terceiro neto, filho do citado casal, nascesse, ajudando sua madrinha no que fosse necessário para que o priminho estivesse sempre confortável. No entanto... não muito tempo depois de ouvir essa promessa, Pedrinho, solicitado por Ananda para algo específico, fizera uma negativa, tendo que ouvir a indispensável recriminação da Dinda:
- Você não disse que seria um primo presente no cuidado de "Júpiter"?
Mas articulado como ele só, Pedro encontrou uma via de escape, dando esta explicação:
- Eu fico ausente mesmo!


quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

(off) Fazendês

Pedro e Laura estão, desde ontem, em Feira de Santana, onde passarão o Natal e parte de suas férias escolares junto a vovó Mara, tios e primos, além da proximidade da Bisa Margarida, que mora na mesma rua. Já estamos - Vovó Bia e eu - com saudades, mas recordando os causos que nos fazem rir bastante com essa duplinha, como o que Pedrinho protagonizou anteontem, quando inventou de falar "fazendês". Foi assim que ele batizou o jeito de imitar a fala e o sotaque caipira, arrastando os erres num vocabulário próprio da roça. Ao ouvir, numa das tantas saídas para o shopping, seu filho pronunciar-se assim pela primeira vez, espontaneamente, o Papai Alexangre gargalhou gostosamente. Quanto a nós, tivemos que nos contentar com as solicitações que lhe fizemos, a fim de constatarmos o "estado da arte" desse tal "fazendês"...


(off) Besteirinhas de Laura

Ontem à noite, antes de subir para sua casa a fim de abandonar-se ao sono reparador, junto com o irmão e seus pais, Laurinha entretinha-se aqui com Mamãe Sal separando papéis e embrulhando os presentinhos que ficarão aos pés da árvore colorida, enfeitada e feericamente iluminada com que as pessoas pensam comemorar o Natal. A certa altura, Sal comenta que determinado pacote será destinado a sua melhor amiga. Laura, contente e espevitada, questiona:
- Sou eu, né?
Mas Sal devolve o questionamento certamente pensando nas malcriações da menina:
- Será você mesmo?
Nesse momento, Laura parece fazer uma breve reflexão e emite o resultado de seus pensamentos:
- É, não sou tão amiga, porque às vezes eu faço umas besteiras, né?


sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

"Júpiter"

Hoje de manhã Dinda foi ao médico fazer um exame e o médico disse a ela que o bebê que ela está esperando é um menino. Todo mundo aqui ficou feliz, principalmente eu, que sabia disso desde o início, tanto que "batizei" ele de Júpiter. Nosso priminho - meu e de Laura - vem nos fazer companhia e tenho certeza de que vamos brincar muito juntos. E Vovô Chico já preparou o espaço de Júpiter aqui no blog. Eu estou chamando ele de Júpiter, mas o nome verdadeiro dele vai ser Ulisses, porque dindo Gabriel, que é o pai dele, quer assim. Vejam aí a segunda fotografia que o médico tirou dele:




(off) Alvíssaras!

Confirmado: meu novo netinho, o terceiro, será mesmo um menino, como esperávamos. Minha filha Ananda Muniz fez esta manhã a ultrassonografia que constatou o sexo do bebê. Em razão disso, o apelido que Pedrinho colocou em seu priminho reencarnante - "Júpiter" - continua valendo, agora com mais sentido. Ao saber da novidade, Laurinha foi buscar entender-se com Mamãe Sal:
- Mamãe, o médico sabe de tudo, não é?
Sal não ignorou a intenção da menina, mas deu corda?
- Por quê?
E Laura então revela o que lhe passava pela cabecinha:
- Porque foi um médico que falou que o bebê de Kika é menino!


(off) Lanche

Pedro e Laura fizeram sua merenda ainda há pouco e agora guardam a hora do almoço (Mamãe Sal já se esmera na cozinha). Mas enquanto comiam seu lanche, um deles perguntou-me - ou pensei ter escutado a proposta? - se eu queria suco e então resolvi brincar com eles, utilizando um neologismo:
- Eu quero suco de LAURAnja!
Laurinha compreendeu a expressão e disparou:
- Eu vou ter que entrar no liquidificador?


sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

(off) O Natal do Gary

Num desses dias, contou-me a Mamãe Sal, Laurinha veio do quarto para a sala aos prantos.
- Que foi, menina?, quis saber a preocupação materna.
- Estou muito triste - disse a menina.
- Por quê?
- O Gary sumiu.
Laurinha se referia a um episódio do desenho animado Bob Esponja Calça Quadrada no qual o caracol de estimação desse Bob sai a passear pela cidade e por isso o sumiço. Vale ressaltar que esse episódio se repete toda semana e a toda vez Laurinha manifesta sua tristeza.
Mas o que quero flar, na verdade, é que hoje, ao descer para colocar o lixo lá fora, dei com um bilhetinho afixado na parede do hall de enrada do prédio com estes dizeres: "Não esquece (sic) o Natal do Gary". Quem é Gary?, pensei, mas logo me caiu a ficha, ao observar o caminhão do lixo subindo a ladeira do condomínio. "Gary" estava pongado nele...


(off) História curtinha

Há cinco anos, eu fui à maternidade do Hospital Sagrada Família e lá tomei nos braços, pela primeira vez, um serzinho de pele ainda enrugada que mal abriu os olhos para me reconhecer e protagonizar minha segunda experiência como avô. Ainda assim, conversei com ela - sim, era Laurinha -, perguntando-lhe se trazia notícias de "lá". Não demorou muito e as notícias vieram, revelando que somos espíritos velhos conhecidos que nos reencontramos, mercê da Divina Misericórdia, para apertar ainda mais os laços de afeto que um dia construímos. Hoje ela completa a primeira parte de seu ciclo entre nós e por isso festejamos a contento esse acontecimento. A festa foi ontem, na data exata de sua chegada a este mundo, embora lá atrás a Mamãe Sal fizesse o planejamento de só recebê-la no dia 12 daquele dezembro de 2009. Mas Laura teve pressa e frustrou certas expectativas. Veio para dizer quem é e o que quer, razão pela qual tem chorado muito, ante a incompreensão dos adultos. No entanto, tudo é uma questão de tempo e a história dela por aqui só está começando...


quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

(off) No almoço

Mais uma vez, fiquei sozinho com Pedro e Laura, enquanto seus pais e Vovó Bia foram decorar o local da festinha que a menina terá à noite, e portanto tive de preparar o almoço deles, preparando-lhes seu prato favorito. Mas a certa altura Laurinha parou de comer para ficar olhando distraída para uma fotografia que Vovó Bia havia deixado sobre a mesa. Ralhei com ela e tomei-lhe a foto das mãos, recomendando que comesse seu almoço. Ela chorou e me pediu clemência:
- Vovô, essa foto me faz feliz!
Depois fui reparar que a felicidade dela, naquele momento, devia-se à presença de vovó Mara na tal fotografia. E enquanto a menina lamentava, Pedrinho gesticulava na direção dela, qual um mago de cinema, exclamando:
- Vá, Laura, concentre-se na comida, concentre-se na comida...


(off) Enfim cinco!

Hoje é o dia do aniversário de Laurinha, que enfim completa seus cinco aninhos. Ainda há pouco este avô esteve, junto com Mamãe Sal, Papai Alexandre e Vovó Bia, na festinha realizada na escola, para que ela recebesse o abraços dos coleguinhas e da professora. Pedrinho, claro, também compareceu, como convidado de honra. Mais tarde, lá pelo início da noite, mais familiares e amigos estaremos na "festa propriamente dita", isto é, a comemoração oficial, num espaço de eventos localizado num dos shopping centers da cidade. Até vovó Mara prometeu aparecer, para diminuir um pouco da saudade que Laurinha sente. E como nestes relato é quaase praxe narrar uma gracinha de meus netos, digo-lhes que eu ainda dormia quando ela e Pedro, que dormiram no sofá daqui de casa, foram bem cedo aboletar-se em minha cama, conseguindo acordar-me. Nisso, Vovó Bia ouve a menina comentar:
- Eu pensei que ia acordar com os parabéns!
Ela se recordava de que tem sido assim por estas bandas a cada aniversário. Mas a Vovó Bia cortou o barato de minha entinha:
- Quem mandou você acordar primeiro?


(off) A dor que dói

Quem me contou esta foi o Papai Alexandre, que na semana passada ajudou Laurinha a se recuperar de uma queda, a qual fez minha netinha sofrer muito. Alexandre não me deu detalhes, apenas disse que, ao levantar-se e sacudir as mãos que apoiaram seu corpo na queda, Laura deixou escapar esta inquietação:
- Por que cair dói tanto?


segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

(off) Saudade imensa

Esse é o sentimento de Laurinha em relação a vovó Mara, atualmente. A menina está que não se aguenta de tanta saudade e a cada vez que esse sentimento assoma ao entendimento, as lágrimas vêm-lhe aos olhos e o som do choro ganha o ambiente. No sábado, véspera de sua apresentação de balé, a menina acompanhou os pais quando estes foram se despedir da Dinda Juliana Paixão na estação rodoviária. Quando Laura soube que sua dinda viajava a Feira de Santana, ela começou a berrar, reafirmando a saudade de vovó Mara e manifestando o desejo de ir junto com Juliana. Mamãe Sal, para consolá-la, lembrou-lhe a apresentação de dança e perguntou:
- Você não quer dançar, não?
E ela, com sua dor lancinante no peito, berrou:
- Não, eu não quero dança nenhuma, só quero ver vovó Mara!


(off) Detalhes das emoções

Nesse domingo de emoções dentro e fora dos campos, a família se uniformizou e lá fomos nós prestigiar a estrelinha da casa, que se apresentava mais uma vez como bailarina para um grande público num dos teatros de nossa cidade. Desta vez, este avô chegou às lágrimas tão tocado ficou pela performance de Laurinha. Vovó Bia e Mamãe Sal choraram, assim como o Papai Alexandre. Pedrinho, no colo do pai, exclamava "é minha irmã!" a cada vez que Laurinha entrava no palco, o qua aconteceu umas quatro vezes.
Pagamos relativamente caro pelos ingressos, mas a beleza e a graça do espetáculo ("Dançando as canções que você fez pra mim") valeu cada centavo, mas se não fosse isso, somente a participação de Laura já teria sido suficiente para nosso agrado. E a menina não apenas dançou bem como manteve-se espevitada o tempo todo, fazendo caretas e interpretando na dançaas músicas de Roberto Carlos.
E o engraçado é que, antes da exibição, a menina, envolvida com os ensaios, repassava algumas canções conosco, em casa. Numa dessas ocasiões, ela entoava os primeiros versos de "Splish, splash" e me perguntava se eu conhecia essa música, ficando admirada ao saber que a composição era antiga...
Gostei especialmente quando ela e suas companheirinhas - dentre as quais Laura se destacava por ser das mais altas, embora todas da mesma idade - se esmeraram na coreografia da música "A fé", cuja letra explicita "você é meu escudo, você pra mim é tudo, minha fé me leva até você". Quando, ao final, revelei isso à menina, ela comentou:
- Essa é a música que Roberto Carlos fez pra Deus, Vovô!



sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

(off) Das nações

As mulheres daqui de casa - e falo das adultas! - insistem para que eu vá assistir às apresentações de Pedro e Laura na escola onde eles estudam. Não dá certo. É eles me verem e esquecem tudo que devem fazer, seguindo o "script" das professoras. Foi assim hoje, quando uma certa feira das nações que até mesmo classificava a África como país, nos levou à tal escola. Antes, ajudamos Pedrinho e Laurinha a decorar as respectivas falas. Ele, vestido como um guia turístico, ocupou-se de instruir os visitantes acerca das touradas que ainda são um poderoso (e triste) atrativo na Espanha; ela, trajada como uma italianinha típica, teve de informar as características do povo do "país da bota". Mas assim que me viram esqueceram a compostura e principalmente Laura se me agarrou e não me deixou mais. Pedro, retido no ambiente de uma sala fechada, ainda foi passível de ser controlado, mas chorou ao me ver sair. Desse jeito, eu mesmo deverei me proibir de frequentar esses eventos...


quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

(off) Coisa séria

Os meninos chegaram há pouco, com os pais, de uma visitinha rápida ao shopping, para onde a Mamãe Sal foi para tomar certas providências relativas à organização da festinha de aniversário de Laurinha. Vieram alimentados e por isso dispensaram a vitamina. E enquanto Pedrinho corria para a frente da TV, Laura dirigiu-se com pressa ao sanitário. Os minutos se passaram até ela gritar de lá:
- Já acabei!!!
Cá da sala, invento de brincar com ela, recordando a música de Roberto Carlos que Maria Bethânia tornou famosa, "Fera ferida":
- ...Com tudo, escapei com vida!...
Mas Laurinha não entende o que pretendo e sem querer pensar muito dispara:
- Isto é sério!


(off) Nomes

Quando brinco com Laura, jamais penso que ela poderá tomar o que digo como coisa séria, mas o fato é que eu devo medir bem as palavras pronunciadas junto a ela. Digo isso em razão do que Mamãe Sal comentou após trazer minha netinha da aula de balé de volta para casa. Laurinha está ensaiando para a apresentação anual a realizar-se no domingo. Dessa aula também faz parte uma sua coleguinha chamada Maria Júlia, a qual tem uma irmã gêmea. Pois Laura resolver emitir uma opinião acerca do nome da tal irmã gêmea da colega e me envolveu na história:
- Meu avô disse que, sendo você Maria Júlia, o nome de sua irmã gêmea devia ser Júlia Maria, porque as pessoas gêmeas têm nomes assim!
Mas Maria Júlia não deve ter entendido bem a proposição e retrucou:
- O nome de minha irmã é Maria Isabel!
No entanto, Laurinha bateu pé firme, justificando-se:
- Meu avô que falou!...


quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

(off) Pra que conselho?

Pedrinho está se especializando em me fazer gargalhar. Esta tarde eu ri muito com ele ouvindo-o lamentar por não estar com sua tabuleta, para se divertir com os joguinhos favoritos. É que o aparelho estava lá em cima, na casa dele, e eu não me dispus a ir até lá para satisfazer o menino. Mas enquanto ele lamentava, eu o fiz recordar que, pela manhã, ele fora malcriado com Laura e por isso não tinha o direito de brincar com a tabuleta. Pedrinho lamentou mais ainda e então eu lhe dirigi estas palavras:
- Meu filho, quer um conselho?
E a resposta de meu neto me fez gargalhar, sem que ele atinasse o porquê:
- Não, eu quero meu tablet!


(off) Eu, hobbit

Esta manhã, antes de descer para tomar o carro que o levaria à escola, junto com Laurinha, Pedro dispôs-se a sentar ao meu lado, aproveitando que eu já me ocupava do computador, e ficou distraído entre a tela do notebook e a do televisor logo em frente que transmitia as notícias da manhã. No intervalo da programação, contudo, a TV informou a estreia da mais nova produção da trilogia O Hobbit. Pedro, então, chama minha atenção para o fato, fazendo-me gargalhar:
- Vovô Chico, vai passar "O Hobbit". Papai quer que eu seja um!



segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

(off) A tal da cromação

Ontem, durante o banho noturno que dei em Pedrinho, eu o ouvi novamente falar de coisas meio estrambóticas.
- Vovô Chico – começou ele, preparando-me certamente para mais uma ocasião divertida: - ontem eu vi um filme que tinha um homem no terraço de um edifício. Ele queria se matar!
Perguntei-lhe que filme era e meu neto não soube dizer, porquanto deve ter visto um trêiler e por isso o indaguei:
- Se você não viu o filme, por que fala dessas coisas?
E é então que Pedro me surpreende, fazendo-me rir mais um pouco:
- Eu não sei. Eu acho que cromalizei tudo!
(Vocês se recordam da “profecia” dele, de que no futuro tudo será cromado, não é? Então!...)