domingo, 21 de dezembro de 2025

Crônica curitibana (off)

Reunidos à mesa para o café da manhã neste domingo que começa alvissareiro, recordo com Laurinha uma antiga cantiga da dupla Palavra cantada, em referência à madrugada chorosa de Violeta, por quem a neta número 2 está apaixonada. Então perguntei, repetindo aqueles versos de Paulo Tatit e Sandra Peres:

- O que um pai pode fazer pro nenen nanar? O que um pai pode fazer, no meio da noite, pro nenen nanar?

Laurinha se lembrava da música e me ouviu dizer que há muito que um pai pode fazer em momentos assim, e contei a ela um episódio familiar envolvendo meus pais e meu irmão mais velho.

Segundo minha mãe, Carlinhos chorava toda noite, quase sempre no mesmo horário, obrigando meu pai, que na época tinha bicicleta, a levantar e passear com a criança pela sala, utilizando a "magrela" para isso, até Carlinhos dormir.

Certa noite, porém, Painho estava muito cansado e, percebendo ou não o vício de seu primeiro filho, deu-lhe umas duas palmadinhas e o menino voltou a dormir, não repetindo mais a prática de antes.

Mas é claro que essa receita não se aplica nem se aplicará a Violeta!



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