Os meninos - Pedro e Laura - embarcaram esta tarde para Feira de Santana, levados por Mamãe Sal, de carona com o Papai Alexandre. Este avô foi junto para divertir-se um pouco com as peraltices da dupla e elas não faltaram. Em verdade, já durante o almoço eles vinham desfiando algumas pérolas, para meu contentamento, como quando ao observar todos nós - além deles três, também os avós - reunidos à mesa na casa deles Pedro quis saber quem eram meus pais; em resposta eu lhe disse que meu pai já havia partido e que minha mãe era a Bisa Margarida; ele então me perguntou se eu tinha saudade de meu pai e digo-lhe que achava que ele já havia retornado (eu penso que Pedro seja meu pai reencarnado); o menino me olha sorrindo, diz "muito bem" e tenta mudar de assunto. Mas seguindo o mesmo tema, Vovó Bia relembra que Laurinha lhe havia dito que ela não tinha nem pai nem mãe, pois se esquecera do Bisavô Maurício, que mora no Rio de Janeiro e a menina só vira uma vez, quando era um bebê; talvez por isso hoje Laura se pronunciasse assim, durante o almoço:
- Eu tenho minha família todinha!
Depois disso esperamos o Papai Alexandre chegar para viajarmos. Já dentro do carro, em plena estrada, a conversa ia solta quando nos lembramos de ouvir música no rádio, especialmente aquelas que fazem o gosto familiar, e assim escutamos Siba e a Fuloresta com "Trincheira da fuloresta" e sua batida forte; depois foi a vez de Pedro pedir por Arnaldo Antunes cantar chamando alguém para sua casa; Laura quis ouvir Wilson Simonal e sua "Terezinha", mas rimos mesmo foi quando o rádio tocou "Panis et circense", com os Mutantes, que Laurinha quis ouvir várias vezes. Enquanto a música entoava, Pedro deu sua opinião:
- Eu gosto dessa música "na sala de jantar" (e falou meio que imitando o tom dessa frase na canção).
Laurinha não quis ficar atrás e também disparou:
- A parte que eu gostei foi "e morrer..." - disse, e igualmente imitou o acento dos cantores, levando-nos às gargalhadas.
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
domingo, 23 de fevereiro de 2014
(off) Fumaça
Esta quem contou-me foi o papai Alexandre, testemunha do fato. Ele disse que, numa das últimas vezes em que saiu de carro com Pedro e Laura, em certo momento o automóvel posicionou-se atrás de um outro veículo e este expelia muita fumaça pelo escapamento. Observando o fenômeno, Pedro sentenciou:
- Que carro mal educado!
- Que carro mal educado!
sábado, 22 de fevereiro de 2014
(off) Fantasias
A dupla do barulho daqui de casa acaba de sair para mais um bailinho de carnaval. Ele, fantasiado de jogador do B(J)ahia. Ela, de fadinha. Pergunto a Laura para que tanto baile de carnaval e digo a ela, em resposta, que carnaval dura três dias. E a menina então me explica: "No três eu vou de Vitória!"
(off) Melhores amigas
Aproveito que Laurinha está comigo no escritório, entretida com seus desenhos no Paint, e invento uma cantiga que fala da mãe dela, sua melhor amiga. A cantiga descamba para um interrogatório a que a menina se dá de boa vontade:
- E quem é sua segunda melhor amiga?
- Vovó Bia.
- E a terceira?
O nome da Tia Ananda é lembrado e sigo perguntando em ordem crescente, utilizando os números ordinais para posicionar essas amigas, entre as quais constam pelo menos três das muitas bonecas de Laura. Assim, chego à sétima amiga, à oitava... Ela, naturalmente, não conhece os ordinais e facilmente os relaciona com os números naturais, de modo que o diálogo segue neste ritmo:
- E sua décima melhor amiga?
- A dez?
E vêm à lembrança da menina vovó Mara, as tias, a prima Lorena, de Feira de Santana...
- E sua décima primeira melhor amiga, quem é? - pergunto mais uma vez, para ouvir a observação:
- A onze?
Acho graça e quero ser também engraçado:
- Sim, a ônzima!
Laura cita mais um nome e, como não chegou onde eu pretendia, faço-a recordar:
- E Bisa Margarida?
E é então que minha neta me faz gargalhar:
- Ela é a dôzia!
- E quem é sua segunda melhor amiga?
- Vovó Bia.
- E a terceira?
O nome da Tia Ananda é lembrado e sigo perguntando em ordem crescente, utilizando os números ordinais para posicionar essas amigas, entre as quais constam pelo menos três das muitas bonecas de Laura. Assim, chego à sétima amiga, à oitava... Ela, naturalmente, não conhece os ordinais e facilmente os relaciona com os números naturais, de modo que o diálogo segue neste ritmo:
- E sua décima melhor amiga?
- A dez?
E vêm à lembrança da menina vovó Mara, as tias, a prima Lorena, de Feira de Santana...
- E sua décima primeira melhor amiga, quem é? - pergunto mais uma vez, para ouvir a observação:
- A onze?
Acho graça e quero ser também engraçado:
- Sim, a ônzima!
Laura cita mais um nome e, como não chegou onde eu pretendia, faço-a recordar:
- E Bisa Margarida?
E é então que minha neta me faz gargalhar:
- Ela é a dôzia!
(off) A dança da tartaruga
Mamãe Sal e Vovó Bia levaram Pedro e Laura (os amiguinhos Alice, Samuquinha e Lara também foram, com as respectivas mamães) ao bailinho de carnaval que um shopping da cidade está promovendo neste fim de semana e mesmo adoentado - o lugar onde ele tomou a mais recente vacina ainda está inchado e dolorido, deixando-o meio prostrado - nosso menino divertiu-se e alegrou os presentes com sua fantasia de Tartaruga Adolescente Mutante Ninja. Não foi à toa que o animador do bailinho, o conhecido agitador cultural do meio infantil Tio Paulinho lhe concedeu o segundo lugar entre os pequenos foliões. Mas ele praticamente nem dançou conforme assegurou Mamãe Sal, na volta para casa, informando que Pedro só expressou o gesto da coreografia do arrocha, com uma das mãos fechada apoiada na testa e com a língua de fora (?). Preocupada com o estado febril do menino, Mamãe Sal pede-lhe uma pausa:
- Venha descansar, Pedro.
Mas meu neto tem suas reservas de força e exclama:
- Mamãe, um ninja não se cansa!
- Venha descansar, Pedro.
Mas meu neto tem suas reservas de força e exclama:
- Mamãe, um ninja não se cansa!
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
(off) Dodói
Os meninos não foram à escola hoje e acreditei que o fato deveu-se à chuva incessante. Qual nada! É que ontem nossa dupla teve de tomar reforço vacinal e passaram a noite febris. Preparei a vitamina no horário habitual mas ninguém desceu a tempo. Depois é que viria Laurinha, acompanhada da Mamãe Sal, que contou o episódio noturno. Como Pedro ainda dormisse, subi para ficar com ele. Logo Laura vem me fazer companhia e é quando Pedro acorda. Abraço-o, chamando-o de "meu anjo" e Laurinha estranha:
- Mas, Vovô, ele não tem asas!
Então Pedro me faz o relato de sua noite:
- Sabe, Vovô Chico, de noite meu braço doeu muito e Mamãe me deu um remédio e eu vomitei.
Acalentei-o e o convidei para descermos, a fim de que tomasse sua vitamina e ele concorda:
- Acho que essa vitamina é a cura!
- Mas, Vovô, ele não tem asas!
Então Pedro me faz o relato de sua noite:
- Sabe, Vovô Chico, de noite meu braço doeu muito e Mamãe me deu um remédio e eu vomitei.
Acalentei-o e o convidei para descermos, a fim de que tomasse sua vitamina e ele concorda:
- Acho que essa vitamina é a cura!
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
(off) Curiosidade
Pedro desiste de fazer a sesta, junto com Laura e a Mamãe Sal, e desce para ficar conosco, com o argumento de que nossa casa é bem mais confortável e divertida. Deixo-o vendo seus programinhas favoritos na TV e venho para o escritório. Cerca de meia hora depois ele passa em direção à sala e é interceptado por Vovó Bia:
- Aonde você vai?
E meu neto dá a explicação:
- Eu vi uma menina lá embaixo e quero saber quem é ela!
- Aonde você vai?
E meu neto dá a explicação:
- Eu vi uma menina lá embaixo e quero saber quem é ela!
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