terça-feira, 1 de maio de 2012

(off) Apego

Aiaia, que vem a ser nossa querida Laurinha, a cada dia que passa mostra-se mais apegada a este avô. Esta tarde, após acordar de meu cochilo, após o trabalho no Centro, encontrei-a deitada em minha cama, ao lado da avó e da mãe, mole pela dificuldade que lhe impunha a prisão de ventre. Fiquei ali ao lado dela durante alguns minutos, esperando que o supositório que a avó colocou na menina fizesse efeito. Num certo momento, ficamos os três adultos sobre ela, fazendo dengo e ensaiando massagens nos pés e numa das mãos dela até que Sal lhe perguntou quem fazia a melhor massagem. Laura olhou ao redor, levantou o dedo indicador da mão livre e fez um movimento na direção da mãe, que abriu um sorriso. Mas a menina logo desviou o dedo e o apontou para mim e repetiu o gesto após igual solicitação da avó. Mais tarde, depois de tomar a vitamina habitual, Mamãe Sal chamou os dois para irem descansar porque amanhã têm de acordar cedo para irem à escola e deu a ordem: "Vamos para nossa casa!" Nesse momento eu estava na cozinha lavando a louça e Laura foi até lá, com os braços estendidos: "Vamos para nossa casa!" E fui com ela...

2 comentários:

Dona Sra. Urtigão disse...

Delicia !

Um dia desses eu estava em Viçosa, na casa dos netos mais velhos ( é de repente todo mundo reproduziu, agora são cinco) , enquanto seus pais viajavam a trabalho; os meninos, 3 e 5, brincavam na sala com os amiguinhos vizinhos no sitio - ecovila - e Davi, 3 , vem correndo até a cozinha, gritando Vovó, vovó eu me assusto, e ele diz " eu gosto tanto de voce " e antes que eu me recuperasse da surpresa, volta correndo para as brincadeiras. Quando eu respondo - eu tambem gosto muito de voce, ele já lnge diz -" Tá".

Vô Chico disse...

Com eles, é surpresa em cima de surpresa. Quando agem naturalmente, sempre nos desconcertam...